A Autarquia Municipal de Educação de Apucarana realizou, na noite de anteontem (20), no auditório do Senac, a aula inaugural do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Neste ano, 130 pessoas, entre professores e membros da comunidade, vão participar da formação, divididos em cinco turmas dos níveis básico, intermediário e avançado. As aulas serão realizadas uma vez por semana, na Escola Municipal João Antônio Braga Côrtes.
A secretária de educação, Marli Fernandes, explica que o ensino de Libras foi implantado no currículo das escolas municipais de Apucarana em 2022, contemplando todos os estudantes, surdos e ouvintes, das turmas de 1º ano 5º ano do Ensino Fundamental.
“Para que a disciplina pudesse ser introduzida na grade curricular, nós tivemos que capacitar primeiramente os nossos docentes. Por isso, desde 2014, a Autarquia de Educação, por meio do Centro de Apoio Multiprofissional ao Escolar (CAME), vem ofertando esse curso, de forma gratuita, aos professores e servidores da sua rede. No ano passado, nós ampliamos o trabalho e estendemos as inscrições para toda a comunidade apucaranense. A procura pelo curso tem sido muito grande, gerando inclusive fila de espera,” disse.
O prefeito Junior da Femac destaca que Apucarana faz parte da Associação Internacional de Cidades Educadoras, com sede em Barcelona, na Espanha. “Um dos princípios da Carta das Cidades Educadoras prevê que os municípios associados devem promover uma educação inclusiva ao longo da vida. É isso que estamos fazendo ao ofertar esse curso, de forma gratuita, para a nossa população. Parabéns a todos que se inscreveram e estão dispostos a participar da formação. Vocês estão contribuindo para a construção de uma sociedade cada dia melhor e mais justa,” congratulou.
Atualmente, oito estudantes surdos ou com implantes cocleares estão matriculados nos centros infantis (CMEIs) e escolas municipais de Apucarana. O Centro de Apoio Multiprofissional ao Escolar (CAME), da Autarquia Municipal de Educação, assegura a eles o acompanhamento de intérpretes nas salas de aula regulares e a participação em Sala de Recursos Multifuncionais – Surdez no contraturno.