A Prefeitura de Arapongas aplicou uma nova multa e determinou a interdição parcial da granja apontada como foco de uma grave infestação de moscas no distrito de Aricanduva nesta quinta-feira (05). A principal medida adotada pelo Executivo Municipal proíbe a chamada “recria”, etapa que consiste na substituição das galinhas poedeiras antigas por aves mais jovens para manter a produção de ovos. O problema existe há anos e prejudica a rotina doméstica, o funcionamento de escolas e creches da região.
“Com a redução progressiva da quantidade de aves alojadas, espera-se também reduzir o volume de dejetos gerados e os pontos críticos relacionados ao acúmulo de matéria orgânica e à proliferação de larvas de moscas”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Valdecir Scarcelli. Além do embargo da recria, também será lavrado Auto de Infração.
A origem da proliferação dos mosquitos, segundo a prefeitura, está no manejo inadequado dos resíduos. O esterco das galinhas precisa ser retirado todos os dias; caso contrário, torna-se um criadouro de larvas. O município afirma que as ações contra a empresa seguiram o rigor da legislação ambiental.
Segundo o prefeito Rafael Cita (PSD), a proibição de novos animais é o último passo antes do fechamento definitivo. “Fomos progredindo as medidas de acordo com a legislação. Primeiro a advertência, depois aplicamos a primeira multa, e hoje mais uma multa e a interdição parcial, que é a impossibilidade de entrar com as recrias. Se a questão não melhorar ainda, vai ter uma interdição total e eles vão ter que realocar as galinhas”, alertou o prefeito.
A administração municipal reconhece a complexidade da intervenção por envolver animais vivos, mas reforça que o bem-estar da população é a prioridade. “É uma interdição bem complexa, porque não é uma indústria moveleira que você para a produção. Você tem animais vivos lá”, ponderou Cita. “A questão ficou absolutamente insustentável. É uma empresa importante para o município, gera emprego, gera receita, gera renda, mas a comunidade de Aricanduva não pode sofrer o que está sofrendo”, concluiu.
Nesta quinta, a SEASPMA oficiou o Instituto Água e Terra (IAT) e o Ministério Público a respeito dos problemas ambientais que estão ocorrendo em Aricanduva e das medidas que estão sendo tomadas.
IRREGULARIDADES REINCIDENTES
Segundo a prefeitura, as equipes municipais vêm realizando vistorias e acompanhamentos periódicos no estabelecimento, durante os quais foram identificadas irregularidades relacionadas ao gerenciamento de resíduos sólidos.
A SEASPMA já adotou diferentes medidas administrativas, incluindo a emissão de diversas notificações e a lavratura de Auto de Infração, com valor superior a R$ 34 mil. Entretanto, mesmo após as orientações e medidas anteriormente aplicadas, novas fiscalizações identificaram a reincidência de situações irregulares, demonstrando a necessidade de adoção de providências mais restritivas.