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Exportações somam US$ 229,9 mi em 2025, maior valor em cinco anos

Cindy Santos

| Edição de 13 de janeiro de 2026 | Atualizado em 13 de janeiro de 2026

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A região bateu recorde nas exportações em 2025, alcançando o maior faturamento dos últimos cinco anos. Levantamento feito pela Tribuna com base em dados do sistema Comex Stat, do Governo Federal, revela que a venda de mercadorias locais para o exterior gerou receita líquida de US$ 229,9 milhões para dez municípios no ano passado. O valor representa uma alta de 15,5% em comparação aos US$ 198,9 milhões registrados em 2024, superando inclusive os níveis do período pré-pandemia.

O principal destaque regional é Arapongas, que movimentou US$ 113 milhões em 2025, contra US$ 78,1 milhões no ano anterior, um crescimento de 45%. O carro-chefe do município continua sendo o setor moveleiro que corresponde a 54% do total comercializado, com faturamento de US$ 62 milhões. Além de mobiliário, o município exporta carnes, plantas, inseticidas, soja, milho, adubos e ferragens para mercados como Estados Unidos, Uruguai, Peru, Argentina e África do Sul.

Na sequência do ranking regional, São Pedro do Ivaí detém o segundo maior valor, faturando US$ 39 milhões com o comércio de leveduras e ração animal para destinos como Reino Unido, Vietnã e Estados Unidos, embora o índice seja 17% inferior ao ano anterior. Já Jandaia do Sul ocupa a terceira posição, com US$ 33,5 milhões obtidos principalmente com a venda de açúcar para o Egito, Emirados Árabes e Espanha. O município registrou retração de 5% nas transações.

Apucarana, por sua vez, encerrou o período com faturamento de US$ 25,3 milhões, uma alta de 5% impulsionada pela venda de tecidos, couros e acumuladores elétricos para países vizinhos. O maior aumento percentual da região foi em Mauá da Serra, que elevou seu valor FOB (Free on Board) de US$ 559,5 mil para US$ 5,1 milhões, uma alta de 820%.

O cenário positivo das exportações regionais pode ganhar novos contornos com a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O tratado tem previsão de assinatura para o próximo dia 17, na capital do Paraguai, mas especialistas alertam que os efeitos não serão imediatos.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), José Lopes de Aquino, a medida é estratégica, embora demande cautela. “É um importante passo para a relação internacional com o continente europeu e cria novas perspectivas para o futuro. Porém, não há efeito imediato na relação comercial atual, pois ainda há aprovações complementares necessárias na zona do Euro. Teremos que aguardar os próximos passos”, avalia.