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Finados consolida Apucarana na liderança da produção de crisântemos no Paraná

Gabrielly Campos

| Edição de 23 de outubro de 2026 | Atualizado em 23 de outubro de 2026

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Apucarana é a maior produtora de vasos de crisântemos do Paraná, segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2025, divulgados pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O município representa 46% da produção estadual e Finados é a principal data de comercialização do produto.

Só das estufas da família Meta – a maior produtora da flor no município – vão sair mais de 400 mil vasos nas próximas semanas para abastecer vários estados do Brasil. “A gente envia plantas para o Brasil todo. Supermercados, revendedores e entre outras lojas”, explica Luiz Guilherme Meta.

Segundo ele, o Dia de Finados representa o período mais lucrativo do ano. A preparação começa entre junho e julho, com o plantio das mudas e a instalação da iluminação nas estufas.

“É muito trabalho, muita dedicação, principalmente o trabalho manual”, destaca Guilherme. O ciclo de produção exige cerca de 90 dias de cuidados até que as flores estejam prontas para a venda. A escolha das cores também considera a preferência dos consumidores. “Ao longo dos anos, a gente já sabe o que mais vende nessa época. Então, um pouco de colorido, um pouco de branco”, relata.

Para atender ao aumento da procura, a família amplia a equipe em até 35% com trabalhadores temporários.

Apesar da expectativa positiva para as vendas, os temporais danificaram estruturas e comprometeram parte da produção. Segundo Guilherme, os prejuízos ainda estão sendo calculados. Ele relata que estufas foram danificadas e algumas plantas ficaram expostas à chuva e ao granizo. A falta de energia elétrica também exigiu medidas emergenciais para manter a irrigação das plantas.

“Tivemos que optar por geradores, por bomba de gasolina, para que essas plantas não ficassem sem água”, explica.

Segundo o produtor, as flores precisam ser regadas diariamente, em alguns casos até três vezes ao dia. “Um, dois dias sem água já começa a prejudicar muito o restante da produção”, alerta.

Mesmo com os danos provocados pelo clima, Guilherme mantém a expectativa de boas vendas para o feriado.

“Pelo clima, isso está prejudicando um pouco, mas, no nosso planejamento aqui, o que a gente sempre fala é para continuar, que vai vender”, afirma.

O produtor também defende a manutenção dos preços para valorizar o trabalho e os custos envolvidos na produção. “Produto de qualidade tem que ter o seu valor, porque não é fácil para o produtor enfrentar todos esses desafios, não só o do clima, mas outros, impostos, etc.”, ressalta.