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Indústria lidera geração de empregos formais em Apucarana e região

Cindy Santos

| Edição de 30 de julho de 2026 | Atualizado em 30 de julho de 2026

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Aindústria liderou a geração de postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre deste ano na região. Foram 1,3 mil vagas formais de emprego no período, o que corresponde a 55% do saldo geral de 2,3 mil vagas criadas no acumulado do ano, como resultado das 34,4 mil admissões e 32 mil desligamentos em 28 municípios. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O setor de transformação responde pela maior parte das vagas de emprego na indústria, que tem como grandes empregadores as fábricas de móveis, que criaram 398 vagas, fábricas de produtos alimentícios, com 257 vagas, seguidas pela confecção de vestuário, com 177 vagas, e pela fabricação de artigos de couro, com 133 vagas.

A prestação de serviços também colaborou com o saldo regional, com 809 postos de trabalho com carteira assinada. A maioria das vagas surgiu na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que, juntos, criaram 457 postos de trabalho.

O terceiro maior empregador da região é a construção civil, que criou quase 200 vagas de emprego no período, seguida pelo comércio, com 69 vagas, e pela agropecuária, com 1 vaga de emprego.

Arapongas lidera as contratações na região, com 1.242 postos de trabalho. Desse total, mais da metade (688) foi criada pela indústria e outros 460 pela prestação de serviços. O desempenho coloca o município em destaque no ranking estadual entre as 10 cidades com os maiores saldos. Na sequência está Apucarana, com 524 vagas, sendo 444 (84%) criadas pela indústria.

JUNHO

A região encerrou junho com 5.201 admissões e 5.140 desligamentos, com saldo de 61 postos de trabalho com carteira assinada. Com 120 vagas, o comércio foi o responsável por manter o saldo regional em terreno positivo, com o auxílio da indústria, que criou 63 postos, da agropecuária (16) e da construção civil (5). Em contrapartida, a prestação de serviços extinguiu 143 vagas. No recorte por cidades, o maior saldo mensal ficou com Arapuã (48 vagas), seguido por Arapongas (32) e Jardim Alegre (30). Por outro lado, as maiores perdas ocorreram em Sabáudia (-183), Mauá da Serra (-30) e Apucarana (-6).

PARANÁ TEM 3º MELHOR RESULTADO DO PAÍS

O Paraná abriu 69.638 postos de trabalho no primeiro semestre de 2026, segundo o Caged. O desempenho fez com que o Estado registrasse a terceira melhor marca do país no período, subindo uma posição em relação ao levantamento anterior, que abrangia os meses de janeiro a maio.

Foram 1.087.154 admissões ante 1.017.516 desligamentos de janeiro a junho deste ano no Paraná. O saldo estadual ficou atrás somente de São Paulo (252.558) e de Minas Gerais (108.977), mas posicionou-se à frente do Rio de Janeiro, que registrou cerca de 10 mil empregos a menos (58.651). Em relação especificamente ao mês de junho, o Estado criou 8.483 vagas formais, alcançando o 5º melhor resultado no país.