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Ingredientes locais e histórias de superação são tempero da exposição Riquezas do Vale

Da Redação

| Edição de 12 de junho de 2026 | Atualizado em 12 de junho de 2026

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O pão de fermentação natural que leva dois dias para ficar pronto, o queijo produzido a partir do leite da própria propriedade rural e os ‘amigurumis’ feitos à mão contam algumas das histórias presentes na Exposição Riquezas do Vale. A feira, promovida pela Associação de Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), realiza a sua oitava edição nesta sexta e sábado na praça da Igreja Bom Jesus em Ivaiporã, reunindo cerca de 70 expositores de 17 municípios.

Mais do que uma vitrine de produtos, a feira se tornou um espaço para que agricultores familiares, artesãos e pequenos empreendedores apresentem suas trajetórias de vida e compartilhem experiências com o público. 

Entre os expositores está a família Nogueira, de Bom Sucesso, responsável pela marca Parada Obrigatória. A representante do empreendimento, Josefá Cristina Rimovicz Nogueira, destaca que a empresa nasceu da necessidade de agregar valor ao leite produzido na propriedade. O primeiro produto fabricado foi o queijo. Com o passar do tempo, a linha foi ampliada e passou a incluir manteiga, doce de leite e iogurtes artesanais – a linha tem sabores como maracujá e uva -, que estão entre os produtos mais procurados.

“O pessoal tem aceitado muito bem os nossos produtos. Os iogurtes fazem bastante sucesso e isso ajuda muito a nossa família”, relata.

Uma das histórias de superação presentes na feira é a de Lourdes Semchechem Moreira, de Mauá da Serra. Ao lado da irmã, Maria Inês, ela comercializa pães artesanais, cuecas viradas e sonhos caseiros. O destaque é o pão de fermentação natural, que exige dois dias de preparo.

A trajetória começou há quase 40 anos. Na época, Lourdes trabalhava como professora em outro município e enfrentava atrasos salariais. “Eu estava grávida de cinco meses e não tinha nem roupinha para o bebê que estava para nascer”, relembra.

Inspirada por um pedaço de goiabada recebido de uma tia, ela começou a produzir sonhos para vender. O que surgiu da necessidade acabou se transformando em um negócio familiar que atravessou décadas e hoje mantém vivas receitas tradicionais apreciadas pelos clientes.

De Apucarana, Cristina Benatte Higino participa pela terceira vez da exposição levando ‘amigurumis’, nome que ela dá a bichinhos artesanais produzidos em crochê. Ela trabalha com a técnica há nove anos e conta que aprendeu de forma autodidata após conhecer o artesanato pela internet e por meio de amigas.

“Eu comecei porque queria fazer algum tipo de artesanato. Conheci o crochê pela internet e fui aperfeiçoando a técnica”, relata.

Para Cristina, a exposição representa uma oportunidade de divulgar o trabalho e valorizar os talentos espalhados pelos municípios do Vale do Ivaí.

“O Riquezas do Vale permite conhecer um pouquinho das experiências que existem por todo o Vale”, afirma.