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INTERCÂMBIO: casal canadense visita região para rever estudante que acolheu

Cindy Santos

| Edição de 09 de março de 2026 | Atualizado em 09 de março de 2026
Glen e Crystal
Glen e Crystal

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Um casal do Canadá viajou mais de 10 mil quilômetros até Novo Itacolomi, no Vale do Ivaí, para rever um estudante que participou do intercâmbio promovido pelo programa Ganhando o Mundo, do governo estadual. Os canadenses Glen e Crystal acolheram o estudante Diogo Bettim, 20 anos, com quem desenvolveram um forte laço de amizade durante a estadia do jovem em Hanna, cidade onde moram. O reencontro ocorre quatro anos depois do intercâmbio com direito a passeios rurais e culinária local.

Durante a visita, Glen e Crystal realizaram atividades, que para os moradores locais são muito comuns, como visitar lagos e rios, pescar, fazer trilha e jogar pife. “Comeram todo tipo de comida brasileira, tradicional e popular. Como pastel, coxinha, brigadeiro, açaí, mandioca (que lá não tem) e jabuticaba”, relata Diogo, afirmando que a mandioca e o churrasco brasileiro foram as comidas que o casal mais gostou.

Bettim conta que durante o intercâmbio foi acolhido, oficialmente, por outro casal mas foram Glen e Crystal que marcaram seu dia a dia. Glen, que na época atuava como chefe dos bombeiros de Hanna, e Crystal, que trabalhava como babá, haviam acolhido uma estudante que atualmente mora em Maringá. Como o anfitrião principal do novo itacolomiense vivia muito ocupado, Diogo foi “adotado” pela família de Glen. “Estive durante seis meses com eles fazendo parte da minha rotina e eles que me levaram para acampar, conhecer os parques 

Os canadenses, agora aposentados, chegaram em Novo Itacolomi na última terça-feira (3) e ficaram hospedados na casa de Diogo até quinta (5) quando foram embora. Segundo Bettim, eles ficaram impressionados com a variedade de plantas e com os morros da região, muito diferentes do ambiente rural de Hanna.

Além das vivências na natureza e no sítio, eles visitaram as escolas do município e conheceram toda a família do estudante. Na hora de conversar, a tecnologia foi a principal aliada. Enquanto Diogo fazia a tradução simultânea e os visitantes arriscavam palavras soltas, como obrigado, água e mandioca. “Minha mãe e meu avô acabaram usando aquele modo conversação do ChatGPT para se comunicarem. Foi engraçado”, conta o jovem.