Um grande aparato policial foi mobilizado na manhã de ontem em Arapongas após uma mulher de 32 anos invadir a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no conjunto Corina Pugliese. A invasora vem perseguindo o pároco da comunidade há meses, segundo informações da Diocese, e ficou quase três horas trancada no banheiro até se entregar às autoridades.
Inicialmente a informação era que o sacerdote estava sendo feito refém por uma mulher armada. A igreja foi cercada por policiais e isolada. Após a confirmação que o padre Geraldino Rodrigues de Proença não estava no prédio, policiais permaneceram em negociação com a mulher, que mantinha a arma apontada para cabeça
Após se entregar, os policiais confirmaram que a pistola se tratava de uma airsoft - armamento não letal. Ela foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas para avaliação médica.
Aos policiais ela disse que pretendia tirar a própria vida por conta de frustrações amorosas. Em uma missa recente, a mulher teria interrompido a cerimônia e se declarado para o sacerdote, por quem se dizia apaixonada.
A PM não confirmou se a mulher irá responder por ameaça ou algum outro crime, o que dependeria de uma representação do sacerdote, que já registrou anteriormente um boletim de ocorrências contra a invasora.
Tanto a PM, quanto a Mitra Diocesana, confirmaram que o padre Geraldino Rodrigues de Proença, tinha um acordo de restrição firmado no Juizado Especial Criminal (Jecrim) para que a mulher não se aproximasse dele.
Em nota divulgada ontem à tarde, a Diocese de Apucarana afirma “que vem acompanhando toda a situação de ameaças, assédios e acusações sofridas pelo pároco há alguns meses, sendo injustas e descabidas”, diz a nota. Além de lamentar o episódio, a nota também destaca que irá reforçar a segurança do padre.
Segundo o assessor jurídico da diocese, Celso Hannun Godoy, o padre Geraldino “está apreensivo, preocupado com a vida dele”. Ele disse que a Mitra estuda agora a possibilidade de dar prosseguimento à queixa-crime e estuda os delitos que a mulher pode ser enquadrada.
Como medida de segurança, o sacerdote vai deixar de residir na casa paroquial. A Diocese também anunciou que vai contratar vigilantes para atuar na paróquia.