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Jandaia estuda viabilidade de instalar sistema antigranizo

Da Redação

| Edição de 01 de setembro de 2026 | Atualizado em 01 de setembro de 2026

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A Prefeitura de Jandaia do Sul e o campus local da Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciaram ontem estudos técnicos para avaliar a viabilidade da implantação de um sistema antigranizo no município. A proposta busca desenvolver uma alternativa para reduzir os impactos provocados pelas tempestades. O primeiro encontro foi realizado de forma online e contou com a participação do prefeito Ditão Pupio, do vice-diretor da UFPR Campus Jandaia do Sul, José Gabriel, além de representantes envolvidos na iniciativa.

Como referência para os estudos, está sendo analisada a experiência de Chapecó, em Santa Catarina, onde já existe um sistema antigranizo em operação. Segundo o prefeito, a intenção é conhecer o funcionamento da tecnologia, seus resultados e as condições necessárias para avaliar uma possível aplicação no município. “A parceria com a UFPR será fundamental para garantir uma análise técnica e científica antes de qualquer definição sobre a implantação”, comenta.

A iniciativa surge diante do histórico de ocorrências de granizo e dos prejuízos que fenômenos climáticos severos podem provocar. “Jandaia do Sul já enfrentou episódios de granizo que trouxeram muitos prejuízos para as famílias, para o comércio e também para o setor rural. Precisamos buscar novas tecnologias e soluções que possam ajudar a prevenir ou reduzir esses impactos. Estamos iniciando esse estudo junto com a UFPR, com muita responsabilidade, para entender a viabilidade do sistema”, afirmou.

Os estudos estão em fase inicial e, a partir dos levantamentos técnicos, serão definidos os próximos passos da parceria.

O sistema foi instalado em Chapecó neste ano. O equipamento, importado da Espanha, atua de forma preventiva. Segundo a Prefeitura catarinense, canhões disparam ondas sônicas (geradas por uma mistura de gás acetileno e oxigênio) em direção às nuvens, alcançando até 15 mil metros de altitude. Essas ondas de choque desestabilizam a formação dos cristais de gelo, fazendo com que caiam na superfície em forma de chuva comum ou granizo miúdo, eliminando por completo o seu potencial destrutivo sobre lavouras, residências e infraestrutura.