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Loja fecha, deixa clientes no prejuízo e PC investiga caso

Da Redação

| Edição de 18 de novembro de 2025 | Atualizado em 18 de novembro de 2025

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A Polícia Civil de Apucarana abriu inquérito para investigar um suposto golpe aplicado por uma loja de pisos e revestimentos que fechou as portas repentinamente, após um mês de funcionamento na cidade, deixando clientes sem as mercadorias pagas e funcionários sem salários. O estabelecimento, localizado na Avenida Brasil, na região da Vila Diamantina, foi esvaziado durante o último final de semana, surpreendendo as vítimas que encontraram o local abandonado na segunda-feira (17). Só em mercadorias não entregues, a estimativa é de um prejuízo de R$ 50 mil.

De acordo com o delegado André Garcia, da 17ª Subdivisão Policial (SDP), a polícia começou a receber denúncias na segunda-feira. “Não estamos falando de um ou dois casos, são muitos. O que evidencia a índole criminosa do comportamento é que não se trata de um mero atraso, mas de algo metódico”, afirmou o delegado. Segundo ele, os responsáveis fecharam o comércio e não deixaram informações sobre o paradeiro. O caso é tratado como estelionato.

As vítimas relatam que a loja oferecia preços atrativos e a promessa de entrega rápida. Em muitos casos, o pagamento foi antecipado via Pix. 

Os comerciantes apucaranenses Rogério da Costa Santos e Anyele Pádua Lemos Santos tiveram um prejuízo de R$ 1,2 mil na compra de pisos para uma garagem. “A gente só ficou sabendo (do golpe) porque uma funcionária (que também foi lesada) entrou em contato”, conta Anyele. O marido afirma que a loja deu prazo de sete dias para o material chegar. “Depois não chegou, entramos em contato e daí alegaram que chegaria entre os dias 13 e 19”, conta Rogério. 

Anyele afirma que decidiu comprar na loja por conta do bom preço, mas não desconfiou que era um golpe por ser uma loja física. “A gente geralmente desconfia de golpes na internet, jamais imaginaria que uma loja física fecharia as portas do dia para a noite”, assinala Anyele.

O golpe não atingiu apenas os consumidores. Fábio Júnior Esteves, contratado como vendedor em 20 de outubro, descobriu que estava desempregado por uma mensagem de texto enviada no sábado (15), na qual foi feita a promessa de pagamento do salário via Pix. Ao chegar na loja na segunda-feira para buscar seus pertences, encontrou o prédio vazio. O pagamento do salário não foi efetuado. 

Ele conta que na última semana começaram a surgir problemas, com a demora para chegar os pisos e clientes reclamando. Fábio Júnior afirma que ele e uma outra vendedora trabalhavam no local. 

Fábio Júnior estima que, somando suas vendas com as da colega, a loja arrecadou cerca de R$ 50 mil em apenas um mês de operação. “Pelo que nós sabemos, nenhuma entrega foi feita”, diz.