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Megaperação da PC prende 61 pessoas envolvidas em esquema de jogos ilícitos

Da Redação

| Edição de 08 de abril de 2026 | Atualizado em 08 de abril de 2026

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Sessenta e uma pessoas foram presas e milhões de reais foram sequestrados em imóveis, veículos e dinheiro, em uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná para desarticular um grupo, de atuação nacional, voltado à exploração de jogos de azar que movimentou R$ 2 bilhões em três anos. A ofensiva, iniciada na terça e encerrada ontem, aconteceu em 27 cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Goiás, por meio de um esforço conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR). Segundo a polícia, as investigações que revelaram o esquema criminoso tiveram início em 2023, em Grandes Rios, no Vale do Ivaí.

A operação visava o cumprimento de 371 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e ordens judiciais para bloqueio de contas bancárias visando o sequestro de R$ 1,5 bilhão. Entre os presos estão as principais lideranças do grupo, dois vereadores – o vice-presidente da Câmara de Goioerê e presidente do legislativo de Cianorte, onde ficava um dos principais núcleos do esquema - membros dos núcleos financeiro e operacional.

A atuação dos policiais aconteceu em vários municípios, incluindo, na região, Apucarana, Faxinal e Sabáudia. A ofensiva é resultado de uma investigação de mais de três anos que teve início na cidade de Grandes Rios, após identificação de um esquema criminoso de abertura de empresas de fachada. Ao longo das apurações, a PCPR analisou mais de 2,6 terabytes de dados e 520 mil operações financeiras, por meio de 57 afastamentos de sigilo bancário e 62 afastamentos de sigilo fiscal. 

As medidas permitiram a identificação de um grupo criminoso responsável pela estruturação de um conglomerado empresarial, resultante da fusão entre dois dos maiores grupos dedicados à exploração de jogos ilegais no País: um paranaense e outro goiano. “Estes são os dois maiores grupos em atuação no Brasil, que se associaram em uma engrenagem criminosa voltada para a prática de diversos tipos penais”, pontua o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, delegado-chefe da 17ª SDP. “Eles formaram um verdadeiro império financeiro, com alto poder aquisitivo”.

A investigação apontou que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio de 522 mil operações financeiras, com a exploração dos jogos de azar. Foi identificada, ainda, a utilização de diversas fintechs para a movimentação de valores por meio de contas bolsões, que impediam a identificação da origem e destino do valores transacionados.

Atuando há mais de 10 anos de forma ordenada, o grupo possuía milhares de pontos de exploração de jogos ilegais, sendo 15 mil deles do jogo do bicho. Entre os crimes identificados estão eles organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.