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Mortes por doenças respiratórias caem 50% na região de Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 18 de setembro de 2026 | Atualizado em 18 de setembro de 2026
Os casos de SRAG concentram-se nos extremos de idade, ou seja, nos menores de 6 anos e nos maiores de 60 anos
Os casos de SRAG concentram-se nos extremos de idade, ou seja, nos menores de 6 anos e nos maiores de 60 anos

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O número de casos e mortes por doenças respiratórias caiu na área de abrangência da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana. Último informe de Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado em 9 de setembro, aponta um total de cinco óbitos, queda de 50% em comparação com o ano passado no mesmo período, quando 10 pessoas morreram. O número de casos também caiu de 201 para 121 no comparativo, o que representa uma redução de 39%.

As Síndromes Respiratórias Agudas Graves (Srags) são responsáveis pela maior parte dos casos deste ano, com 89 registros e duas mortes, contra 136 casos e 5 óbitos no ano passado. Queda de 36% e 60% respectivamente. A influenza é a segunda maior causa de doenças respiratórias na região, com 29 casos e 4 mortes neste ano, contra 50 casos e 4 óbitos no ano passado, uma redução de 42% nos casos. Em 2025, 15 pacientes foram diagnosticados com Covid, doença que causou 4 mortes. Neste ano, foram três casos, um recuo de 80%, e nenhum óbito.

Os municípios com os maiores índices são Apucarana, com 40 casos e 3 mortes, e Arapongas, com 22 casos e 2 óbitos.

PARANÁ

Em todo o estado, a queda nos casos de Srags foi de 13,3% no comparativo com o mesmo período de 2025. Pelo vírus da Influenza, a redução foi de 9,7%. O comparativo demonstra que, em 2025, entre os meses de janeiro e setembro, houve 22.823 casos de Srag. Neste ano, no mesmo período, foram 19.779 casos. Por Influenza, são 2.961 registros em 2026 e 3.279 no ano passado.

Os casos de Srags concentram-se nos extremos de idade, ou seja, nos menores de 6 anos e nos maiores de 60 anos. 

Os dados da Sesa demonstram que 43% dos registros em 2026 foram em crianças menores de 6 anos. Na outra ponta, para pessoas a partir de 60 anos, houve 6.529 casos (33% do total), o que exige atenção redobrada por parte dos pais e responsáveis e, também, das pessoas acima de 60 anos. São os grupos com maior risco para agravamento e hospitalização. Entre os cuidados que devem ser adotados estão evitar locais fechados e com muita circulação de pessoas e, especialmente, a vacinação contra a gripe, Covid-19 e contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), entre outras, a forma mais eficaz de evitar as doenças e suas complicações.