Sancionado na última quinta-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o novo Minha Casa, Minha Vida promete aquecer o setor de construção civil na região. Pelo menos é essa a estimativa de sindicatos e empresários do setor. Dentre as novas regras em vigor estão: um maior teto para financiar os imóveis, mais subsídios e juros mais baixos.
Com as alterações, pessoas com renda mensal de até R$ 4,4 mil, poderão financiar imóveis com valores totais de R$ 200 mil a R$ 264 mil, dependendo da população do município. Já aqueles que ganham salário de R$ 4,4 mil até R$ 8mil conseguirão financiar imóveis de até R$ 350 mil.
Para Samuel Mariano, diretor de uma construtora de Apucarana, esse é o principal ponto de destaque entre as novas regras e a expectativa geral é que melhore o cenário da construção civil como um todo. “A expectativa é que melhore o cenário, visto que estava um pouco defasado o teto do programa. Então isso aumenta a possibilidade de novos empreendimentos dentro do programa”.
Além do teto defasado, segundo o diretor, houve um menor aporte do governo nesta faixa de empreendimentos. “Existem dentro do programa vários fundos que fornecem verba para o programa e alguns desses fundos estavam praticamente inexistentes. Agora a expectativa é que esses fundos voltem”, ressaltou ele.
José Francisco Doniak, engenheiro civil e sócio de uma construtora sediada em Apucarana, também acredita que as mudanças vão proporcionar aumento da criação de novos empregos com carteira assinada na construção civil e também o aumento das vendas de materiais de construção em Apucarana e região.
“O aumento do teto de financiamento do MCMV de R$ 265 mil para R$ 350 mil vai trazer um conforto maior, porque parte das contratações que seriam feitas pelo limite anterior, pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), podem ser feitas a partir do novo programa com recursos do FGTS que tem taxas de juros menores. É mudança que vai dar mais fôlego para as construtoras trabalharem após um momento de grandes paralisações”.
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