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Novo ‘Minha Casa, Minha Vida’ gera expectativa na construção

Gabriel Paiva

| Edição de 19 de julho de 2023 | Atualizado em 19 de julho de 2023

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Sancionado na última quinta-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o novo Minha Casa, Minha Vida promete aquecer o setor de construção civil na região. Pelo menos é essa a estimativa de sindicatos e empresários do setor. Dentre as novas regras em vigor estão: um maior teto para financiar os imóveis, mais subsídios e juros mais baixos. 

Com as alterações, pessoas com renda mensal de até R$ 4,4 mil, poderão financiar imóveis com valores totais de R$ 200 mil a R$ 264 mil, dependendo da população do município. Já aqueles que ganham salário de R$ 4,4 mil até R$ 8mil conseguirão financiar imóveis de até R$ 350 mil.

Para Samuel Mariano, diretor de uma construtora  de Apucarana, esse é o principal ponto de destaque entre as novas regras e a expectativa geral é que melhore o cenário da construção civil como um todo. “A expectativa é que melhore o cenário, visto que estava um pouco defasado o teto do programa. Então isso aumenta a possibilidade de novos empreendimentos dentro do programa”.

Além do teto defasado, segundo o diretor, houve um menor aporte do governo nesta faixa de empreendimentos. “Existem dentro do programa vários fundos que fornecem verba para o programa e alguns desses fundos estavam praticamente inexistentes. Agora a expectativa é que esses fundos voltem”, ressaltou ele. 

José Francisco Doniak, engenheiro civil e sócio de uma construtora sediada em Apucarana, também acredita que as mudanças vão proporcionar aumento da criação de novos empregos com carteira assinada na construção civil e também o aumento das vendas de materiais de construção em Apucarana e região.

“O aumento do teto de financiamento do MCMV de R$ 265 mil para R$ 350 mil vai trazer um conforto maior, porque parte das contratações que seriam feitas pelo limite anterior, pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), podem ser feitas a partir do novo programa com recursos do FGTS que tem taxas de juros menores. É mudança que vai dar mais fôlego para as construtoras trabalharem após um momento de grandes paralisações”.

Sindicato estima alta de 20% nos lançamentos

O Sinduscon Paraná Norte (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Norte do Paraná), que agrega mais de 80 municípios, estima um aumento de mais de 20% nos lançamentos dos empreendimentos do Minha Casa, o que deve refletir em empregos. Só em contratações diretas, o sindicato estima a abertura em mais de mil vagas para Londrina e região, segundo a presidente da entidade, Célia Catussi. 
Segundo ela, o aquecimento do setor contribui para impulsionar também também o mercado de alugueis, de compra e venda e de melhorias nas moradias. “A gente espera que logo esteja colhendo esses frutos”, diz. 
A expectativa de empregos é compartilhada pelo sindicato do trabalhadores, como afirma Ataide da Cruz Botelho, secretário do Sctima, entidade que representa os trabalhadores da construção na região.
Ele pontua, entretanto, que o aumento da demanda pode agravar um problema que já vem ocorrendo na região: a falta de mão de obra qualificada.
“Na nossa região pegando Apucarana, Arapongas, Rolândia e Sabáudia, nós temos uma falta de mão de obra qualificada na construção civil. Nos empreendimentos grandes que estão sendo feitos, as empresas estão tendo que trazer mão de obra de fora. Essa mão de obra precisa ser suprida aqui na região”, finalizou.