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Obras garantem 60% de cobertura de rede de esgoto em Rio Bom

Da Redação

| Edição de 25 de junho de 2026 | Atualizado em 25 de junho de 2026
Ao término da obra, os moradores beneficiados receberão orientação da Sanepar sobre como fazer a ligação correta dos imóveis à rede pública de esgoto

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A cidade de Rio Bom vai passar de zero a 60% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto. O município está recebendo investimento R4 16,5 milhões da Sanepar para instalação de estação de tratamento de esgoto (ETE) e 18 km de tubulações, entre rede de coleta, interceptores e emissário. A previsão é que o sistema começa a funcionar em 2027.

“Estamos trabalhando pela universalização do saneamento no Paraná e, em Rio Bom, vamos chegar aos 60% no ano que vem, já com plano para avançar e universalizar o serviço no município antes mesmo de 2033”, disse o superintendente Operacional da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite Gonçalves, referindo-se ao Marco Legal do Saneamento.

Leite explica que a parte da construção civil da estação de tratamento de esgoto, iniciada no fim de 2025, está adiantada. Ele esclarece que nos próximos meses devem chegar equipamentos importantes, que compõem partes essenciais do processo de tratamento e que exigirão, para além da instalação física, montagens eletromecânicas robustas para depois entrarem em fase de testes.

A implantação da rede coletora de esgoto nas ruas de Rio Bom é feita pelo sistema de cravação, um método não destrutivo que evita a abertura de valas, já que instala a tubulação por baixo da terra a partir de dois pontos de acesso e de uma máquina que empurra os tubos pelo subsolo, usando equipamentos hidráulicos. O método evita interrupções de trânsito e a quebra das calçadas ao longo da obra.

Moradoras da Rua Vicentina Nunes de Andrade, no Centro, Leonilda Cilkailo e a filha Elaine Ridolfi, acompanharam a movimentação da obra em frente ao portão entre os afazeres no quintal de casa.

“Foi bem mais tranquilo, pelo menos não fez buraco, foram passados os canos por baixo da terra, bem mais moderno”, comentou Elaine. Ela se diz satisfeita com a implantação do sistema de esgoto na cidade, embora não tenha problema com fossa em casa. E reconhece o benefício para a coletividade. “O esgoto que é tratado deixa de contaminar o solo”.

A algumas quadras dali, Olga Marques de Oliveira, que mora na Rua José Raimundo Pântano, acompanhava a obra e avalia que a rede de esgoto vai mudar a qualidade de vida na região. “Tem gente já jogando água de tanque, água de pia, água de chuveiro, tudo dentro da rede pluvial”, reclama.

Ao término da obra, os moradores beneficiados receberão orientação da Sanepar sobre como fazer a ligação correta dos imóveis à rede pública de esgoto. Somente após a autorização para interligar e a assinatura no termo de adesão poderão eliminar de vez a fossa séptica.