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Operação conjunta interdita ‘Vila do Chaves’ em Apucarana

Da Redação

| Edição de 13 de maio de 2026 | Atualizado em 13 de maio de 2026

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Uma operação conjunta realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar (PM) e Vigilância Sanitária resultou na interdição, nesta quarta-feira (13), de um pensionato conhecido como “Vila do Chaves” em Apucarana. O local estava funcionando de forma irregular e servia como abrigo para usuários de drogas e suspeitos de furtos na cidade.

De acordo com o comandante da GCM, inspetor Fábio de Souza, o prédio já abrigou uma academia e quitinetes no passado, mas atualmente o proprietário não recebia aluguéis e o espaço havia sido tomado. O local apresentava condições insalubres e não possuía nenhum tipo de alvará de funcionamento. Vídeos no local mostram lixo esparramado pelos cômodos.

“É um local insalubre. Foi constatado pela Vigilância Sanitária e pela Prefeitura que não há nenhum alvará. Era um local usado como o pessoal para fazer uso de entorpecentes”, explicou o comandante. Ele destacou ainda que o endereço era rota comum de criminosos após delitos na região central. “Normalmente, quando havia furto aqui na área central o pessoal se deslocava diretamente para cá onde fazia a troca do produto (furtado) por entorpecentes”, assinala.

No momento da chegada das equipes, seis pessoas foram encontradas no interior do imóvel - quatro homens e duas mulheres. A abordagem ocorreu de forma pacífica, sem a necessidade de uso da força. Nenhum material ilícito foi apreendido na operação. Segundo o inspetor Souza, um dos ocupantes percebeu a movimentação antes da entrada dos agentes e pode ter alertado o grupo. 

Apesar da ausência de flagrantes de drogas no momento, o histórico do local é motivo de preocupação antiga para as autoridades e moradores vizinhos. O comandante confirmou que o espaço já foi palco de recuperação de objetos furtados e até de um assassinato, quando a vítima teria sido morta no local e levada em um carrinho de mão para um terreno abandonado. Há registros, segundo a GCM, de prostituição e perturbação do sossego.

O proprietário do prédio acompanhou a operação e disse que adotou medidas para evitar novas invasões, incluindo o corte do fornecimento de água e energia elétrica, além da soldagem de portões e instalação de cadeados.

Para garantir a integridade do proprietário durante o fechamento do imóvel, equipes da Guarda Municipal permaneceram no local. (REPORTAGEMGABY CAMPOS)