Possível de ser produzido em pequenas áreas e valorizado no mercado, o morango é alvo de um projeto de incentivo voltado para agricultoras familiares em Ivaiporã. A iniciativa conta com assistência técnica disponibilizada pela Cresol União dos Vales, com mudas fornecidas pela Prefeitura de Ivaiporã, que entregou variedades importadas da Argentina para as participantes.
Lançado em março, o projeto busca incentivar a geração de renda no campo e criar novas oportunidades para as produtoras. Neste mês, as participantes receberam as mudas e iniciaram uma nova etapa da iniciativa. Cada produtora recebeu 300 plantas, quantidade suficiente para a implantação de dois canteiros de aproximadamente 35 metros cada, totalizando cerca de 70 metros de cultivo por propriedade.
O acompanhamento é realizado pelo engenheiro agrônomo Solivan Rosanelli. De acordo com ele, as mudas utilizadas no projeto apresentam alto potencial de produção por serem livres de doenças e originadas de matrizes selecionadas. “São mudas argentinas produzidas a partir de material genético de alta qualidade. Elas possuem potencial produtivo superior ao de muitas mudas convencionais”, destacou.
A colheita ocorre de forma contínua, geralmente a cada dois ou três dias, durante grande parte do ano. Outro fator que anima as participantes é o mercado. Atualmente, o morango é comercializado em torno de R$ 30 o quilo. Segundo Rosanelli, existe espaço para ampliar a oferta local. Hoje, boa parte dos morangos consumidos no município é trazida de outras cidades, já que o número de produtores na região ainda é reduzido.
Entre as participantes está a empreendedora rural Maria Regina Ferreira da Silva. Ela afirma que o acompanhamento técnico oferecido tem sido um diferencial importante, especialmente por se tratar de uma cultura nova para a maioria das produtoras.
Maria Regina conta que aceitou o desafio motivada pela possibilidade de aproveitar melhor o tempo disponível e pela perspectiva de gerar uma renda complementar para a família. “Estou gostando bastante da experiência. É uma oportunidade de aprender algo novo e ainda buscar uma renda extra para a família. Com o apoio técnico que estamos recebendo, a gente se sente mais segura para começar. Estou muito feliz e agradecida por fazer parte desse projeto”, afirmou.
Produção já tem canais de venda
Para o presidente da Cooperativa Agroindustrial Familiar de Ivaiporã (Cooperfavi), Rony Cobianchi, um dos diferenciais do projeto é a estrutura já existente para comercialização dos produtos.
“Hoje temos a Central da Agricultura Familiar (CAFI), um polo de distribuição e um escritório dentro da Ceasa de Maringá, com uma equipe responsável pela comercialização. Isso oferece suporte para o crescimento da produção e amplia as oportunidades de venda”, explicou.
Cobianchi destaca ainda que a cooperativa trabalha não apenas com a comercialização da fruta in natura, mas também com a possibilidade de agregar valor à produção por meio da agroindustrialização. “O objetivo inicial é abastecer nosso mercado interno. Mais adiante, existe a possibilidade de ampliar a comercialização de frutas e polpas para outros mercados”, afirmou.
Atualmente, as dez produtoras seguem recebendo acompanhamento técnico e devem iniciar as primeiras colheitas nos próximos meses.