Oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva foram cumpridos nesta sexta-feira (24) em diversos bairros de Apucarana na Operação Outsider da Polícia Civil, que visava desarticular uma quadrilha de traficantes que instituiu um ‘delivery’ de drogas. Cerca de R$ 300 mil em entorpecentes foram aprendidos.
A ação policial, coordenada pelo delegado-adjunto da 17ª Subdivisão Policial, André Garcia, aconteceu simultaneamente em Florianópolis (SC). Conforme a corporação, foram apreendidos quase 20 quilos de maconha, um quilo de cocaína pura, compridos de ecstasy que somam R$ 5 mil, além de uma arma de fogo calibre 9 milímetros.
“Apreendemos também um quilo de uma droga que tem se espalhado aqui na nossa região, que é conhecida como ‘Ice’. Ela é um derivado da maconha muito mais forte, mais caro e muito mais potente”, explica o delegado André Garcia.
No início da manhã, a polícia divulgou quatro prisões: dois homens e uma mulher em Apucarana e um homem em Santa Catarina. O suspeito preso em território catarinense é investigado por crime de homicídio registrado em Apucarana. Mais tarde, após consolidação dos resultados, a polícia confirmou seis prisões referentes à operação.
A operação deflagrada nesta manhã é resultado de uma investigação iniciada há meses pela 17ª SDP. “A equipe já vinha realizando investigações há dois ou três meses para apurar a prática de diversos crimes na cidade de Apucarana, com ligação com o Estado de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis”, revela o delegado-chefe, Marcus Felipe Rodrigues da Rocha.
O inquérito policial foi presidido pelo delegado Victor Hugo e apurou diversos crimes, como tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de capitais, associação para o tráfico, financiamento para o tráfico e também homicídios registrados em Apucarana. “Não há um homicídio sequer que está sendo esquecido por nós aqui da Polícia Civil de Apucarana. Absolutamente todos estão sendo investigados”, frisa o delegado Garcia.
ORGANIZADO
As investigações revelaram que o grupo era altamente organizado e se estruturava como uma empresa, com divisão de tarefas e gestão centralizada. De acordo com as informações levantadas, os envolvidos utilizavam armas de fogo e de violência para estabelecer domínio sobre a atividade ilícita.
A ação desta sexta-feira (24) também resultou diversas informações para investigações futuras.