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Prefeitura de Arapongas articula parcerias para revitalizar teatro

Gabriela Jacuboski

| Edição de 06 de abril de 2026 | Atualizado em 06 de abril de 2026

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A Prefeitura de Arapongas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Eventos (Secle), intensificou as articulações junto ao Governo do Estado para tentar viabilizar a reforma do Teatro Vianinha, fechado desde 2023. Importante espaço cultural do município, o Teatro encontra-se desativado, com a estrutura comprometida após sofrer invasões e furtos. 

Segundo o secretário municipal da Secle, Pedro Ziroldo, atualmente o local está sendo utilizado para guardar, de forma temporária, móveis e materiais de outros espaços que estão sendo reformados. “Essa medida faz parte de uma logística interna de readequação dos espaços, garantindo a preservação desses itens até que possam retornar aos seus locais de origem”, comentou.

Diante do alto custo exigido para a recuperação completa do prédio, o município realiza estudos técnicos e busca parcerias financeiras com a Secretaria de Estado da Cultura e a Secretaria de Estado das Cidades. O objetivo é captar os recursos necessários para que o Teatro volte a acolher a produção artística local. Ainda de acordo com Ziroldo, a retomada do espaço é uma prioridade da gestão. 

“O Teatro Vianinha é um símbolo da nossa história cultural e da memória artística de Arapongas. Sabemos da importância que esse espaço tem para a população e para os nossos artistas. Estamos trabalhando com responsabilidade, buscando caminhos possíveis para viabilizar essa reforma, que exige um investimento significativo”, afirmou.

HISTÓRIA

O Anfiteatro Oduvaldo Vianna Filho foi inaugurado em 06 de novembro de 1976, junto ao Centro Cultural Érico Veríssimo, onde está localizado. O espaço foi batizado em homenagem ao dramaturgo, ator e diretor, falecido dois anos antes da abertura do espaço. 

“O artista era um grande entusiasta do teatro para o povo e para os espaços periféricos, sendo um dos principais representantes do Teatro de Arena, movimento que buscou romper com o elitismo das artes no Brasil, especialmente nas décadas de 1950 e 1960”, explicou Gean Carlo Cereia, historiador e coordenador do Museu de Arte e História de Arapongas (Mahra).

Com capacidade para cerca de 300 pessoas, o local viveu seu auge cultural entre o final da década de 1970 e os anos 1980, sediando festivais de teatro, cursos, shows musicais e palestras.