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Região ganhou 12 novas empresas por dia em 2023

Cindy Santos

| Edição de 14 de agosto de 2023 | Atualizado em 14 de agosto de 2023

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Por dia, ao menos 12 empresas são abertas na região. É o que apontam os dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) que entre janeiro a julho deste computou 5.461 novos registros no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) contra 2.919 baixas, um saldo de 2.542 cadastros ativos de empreendimentos nos 27 municípios do Vale do Ivaí e Arapongas. Na opinião de especialista, o crescimento já era uma tendência esperada para este ano diante da expectativa de alta da economia em patamares acima de 2,5%. 

Nesse contexto de crescimento, praticamente todos os municípios da região fecharam com saldo positivo. Arapongas (894), Apucarana (761) e Ivaiporã (136) lideram o ranking regional com os maiores saldos. Das 27 cidades pesquisadas, apenas Lidianópolis fechou com número maior de baixas do que aberturas de empresas.

A natureza jurídica com maior número de registros continua sendo a de Microempreendedor Individual (MEI). Neste ano foram abertos 4.024 MEIs e extintos 2.113, saldo de 1.911. Na sequência aparecem as microempresas que entre janeiro a julho computaram 1.208 registros contra 686 baixas, saldo de 522 empresas ativas na região. 

Para o economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, o crescimento na abertura de novas empresas é uma forte tendência esperada para esse ano diante da expectativa de crescimento da economia acima de 2,5%. 

“No ano passado tivemos um aumento do número de baixas de empresas, mas o saldo continuou sendo positivo. Por conta disto podemos concluir que a atividade econômica nos municípios paranaenses está crescendo, o que provoca um aumento do número de empresas”, analisa.

De acordo com o economista, para os próximos anos, a manutenção do crescimento dependerá do bom desempenho econômico, da redução dos juros e, principalmente, da reforma tributária.

SUBNOTIFICAÇÃO

O economista observa, entretanto, que pode haver subnotificação das empresas fechadas, uma vez que os custos e o volume de procedimentos envolvidos no encerramento de uma empresa se caracterizam como fatores que dificultam a baixa.

“Para isto ocorrer não podem ter débitos tributários e muitas empresas ‘quebram’ por problemas de gestão, tanto operacional quanto financeira. Para ter uma dimensão mais precisa do crescimento de número de empresas temos que ter acesso aos números de empresas inativas, paralisadas formalmente e das que não possuem operação. Mas os números do volume de crescimento do contingente de empresas são bons e podem ser confirmados pelo crescimento do PIB dos municípios paranaenses. Um aumento mais forte ocorreu no período da pandemia onde muitos empreendedores iniciaram atividades complementares que passaram a se tornar atividades principais”, explica.