CIDADES

min de leitura - #

Região inicia ano com alta de 28% nas vendas ao mercado externo

Cindy Santos

| Edição de 23 de fevereiro de 2024 | Atualizado em 23 de fevereiro de 2024
José Lopes Aquino da Colibri Móveis, empresa de Arapongas.

Foto Gilson Abreu/AEN
José Lopes Aquino da Colibri Móveis, empresa de Arapongas. Foto Gilson Abreu/AEN

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A exportação regional fechou em alta no mês de janeiro. No período, dez municípios do Vale do Ivaí, mais Arapongas, fizeram negócios no mercado internacional com faturamento de quase 12 milhões de dólares. O valor é 28% maior que os US$ 9,3 milhões faturados do mesmo período do ano passado, quando sete municípios venderam produtos no exterior. Se comparado aos últimos cinco anos, no período pré-pandemia, o valor exportado cresceu 117,5% aponta especialista. 

No ranking regional, Arapongas lidera com US$ 5,1 milhões, a maior parte proveniente da venda de móveis (72%), o que corresponde a US$ 3,6 milhões. Mais de 20 países fizeram negócios com o município neste primeiro mês do ano, mas os países que investiram mais dinheiro em produtos araponguenses foram a China (US$ 700 mil), Uruguai (US$ 483 mil), Equador (US$ 297 mil) e Chile (US$ 290 mil). Além de móveis, Arapongas também exportou soja (US$ 700 mil), glândulas (US$ 305 mil), carnes (US$ 161 mil), entre outros. Em contraponto, as importações do município atingiram US$ 25 milhões no mesmo período, um déficit de US$ 20 milhões na balança comercial. 

São Pedro do Ivaí detém o segundo maior valor de exportação da região: US$ 4,63 milhões, sendo que 75% deste faturamento se deve ao comércio de leveduras. O município também comercializa ração animal. Nove países comparam produtos fabricados em São Pedro do Ivaí, mas o maior parceiro comercial do município é os Estados Unidos que comprou US$ 2,9 milhões. 

Apucarana ocupa o terceiro lugar no ranking regional com US$ 1,8 milhão de dólares obtidos com a exportação de fertilizantes (34%), tecidos (32%), couros (11%), entre outros produtos. No período, o município fez negócios com mais de 10 países, sendo o Paraguai o maior comprador de produtos apucaranenses (US$ 994 mil)

O economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, analisou a evolução do setor nos últimos cinco anos e constatou que a região retomou a dinâmica exportadora com alta de 117,5% em relação a 2019. Segundo o especialista, um dos principais fatores para o bom desempenho de janeiro por conta da redução dos preços unitários dos produtos exportados.

“Os fatores que podem gerar dúvidas quanto à manutenção desse desempenho giram em torno de reoneração da folha de pagamentos e do impacto da reforma tributária nos segmentos exportadores além, é claro, do cenário econômico global que deve ser constantemente avaliado por parte das empresas para tomar suas decisões acerca de exportar ou não. A alternativa é se manter informado com análises econômicas internas e externas para a tomada de decisões”, analisa.