O número de novas empresas saltou 35,15% na região. Levantamento da Tribuna, com base na plataforma de dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), aponta que, entre janeiro e setembro deste ano, foram registradas 10,4 mil aberturas e 5 mil baixas, resultando em um saldo de 5,3 mil novos negócios em Apucarana, Arapongas e mais 26 municípios. No ano passado, a região encerrou o mesmo período com saldo de 3,9 mil novas empresas. Atualmente, a região soma cerca de 70,6 mil estabelecimentos ativos.
A atividade com o maior número de novos CNPJs é o comércio e reparação de veículos automotivos, com mais de 1 mil registros no período. Na sequência, aparecem a indústria de transformação, com 773, o setor de transporte (676), as atividades profissionais, científicas e técnicas (616), e a construção civil, com 455 novas empresas.
Os maiores saldos vêm de Arapongas (2,2 mil), Apucarana (1,7 mil) e Ivaiporã (192). Já a categoria jurídica líder de registros é o Microempreendedor Individual (MEI), responsável por 4,3 mil formalizações.
Segundo o consultor do Sebrae, Tiago Cunha, esse crescimento no número de novas empresas reúne diferentes fatores. “Temos pessoas que identificaram uma oportunidade de negócio e outras que estão empreendendo para complementar a renda ou trabalhar por conta própria. Também precisamos considerar quem já tinha uma atividade e decidiu se formalizar”, analisa.
Cunha destaca ainda que o avanço também se deve ao perfil diversificado da economia regional, ancorada na indústria, agricultura, comércio e serviços. “Um setor movimenta o outro e abre espaço para novos negócios. Quando uma empresa precisa de fornecedores, manutenção, transporte ou outros serviços, surgem oportunidades para pequenos empreendedores da própria região”, explica.
DEMANDA POR MANUTENÇÃO IMPULSIONA SETOR AUTOMOTIVO
Líder na abertura de novos CNPJs na região, o segmento de comércio e reparação de veículos registrou mais de 1 mil formalizações entre janeiro e setembro. O aquecimento do setor reflete tanto a importância do transporte para a economia local quanto a busca contínua por serviços de manutenção.
Segundo o consultor do Sebrae, Tiago Cunha, o segmento se beneficia diretamente do uso diário dos veículos na rotina da população. “Carros e motos fazem parte da rotina das pessoas e também são ferramentas de trabalho. Isso gera demanda por peças, oficinas e manutenção”, destaca.
Outro fator determinante para movimentar oficinas e autopeças é a decisão de manter o veículo atual por mais tempo. “Quem adia a troca do veículo precisa cuidar daquele que já possui, o que pode favorecer esses negócios”, conclui Cunha.