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Samu leva aulas práticas de RCP a shopping de Apucarana

Gabriela Jacuboski

| Edição de 28 de maio de 2026 | Atualizado em 28 de maio de 2026

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O Samu de Apucarana, em parceria com a Prefeitura e a Autarquia Municipal de Saúde (AMS), promoveu ontem o R.C.P. Day, evento voltado, principalmente, ao ensino da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). A ação educativa, realizada no Shopping Centro Norte até as 21 horas, tem como objetivo principal orientar e capacitar a população para reconhecer e agir de forma correta em casos de parada cardiorrespiratória e engasgo. Durante a mobilização, os profissionais demonstraram as manobras específicas para o atendimento de adultos, crianças e bebês.

De acordo com o coordenador do Samu de Apucarana, o enfermeiro Miquéias Romagnolo, a iniciativa de levar o treinamento para um ambiente de grande circulação busca democratizar um conhecimento que é essencial. Ele explicou que o atendimento imediato por parte de quem está próximo à vítima, aplicando corretamente a massagem de RCP, é o grande diferencial para evitar sequelas e garantir a sobrevivência até a chegada da equipe médica. “Foi ensinado como a pessoa deve agir desde a parada cardiorrespiratória em adulto e criança até a parte de desengasgo e reanimação de bebê. Então, é o que a população pode fazer até a chegada da ambulância”, disse.

Miquéias citou ainda como exemplo um caso recente ocorrido na região do Lagoão, onde um homem sofreu um mal súbito que evoluiu para uma parada cardiorrespiratória enquanto praticava atividade física. “A rápida intervenção das pessoas que estavam no local contribuiu para que sobrevivência do paciente, que começou a ser reanimado antes mesmo da chegada dos socorristas, e pôde receber alta hospitalar sem nenhuma sequela”, disse.

A professora da rede municipal Fernanda Arrais, de 26 anos, fez questão de ir ao shopping exclusivamente para participar do treinamento. Grávida de seu primeiro filho, Mathias, que deve nascer em agosto, ela relatou que a maternidade traz inseguranças, especialmente em relação ao medo do engasgo. Fernanda destacou que, apesar de conhecer parte da teoria, praticar com a supervisão dos profissionais e entender a diferença das manobras para bebês de zero a um ano trouxe a confiança que precisava. Além do lado materno, ela ressaltou a importância de dominar essas técnicas na rotina escolar e em ambientes públicos, já que emergências podem acontecer em qualquer lugar. “Eu conhecia algumas coisas das manobras para desengasgo, mas por ser o primeiro filho, a gente fica muito insegura. Com o Samu aqui, eu tenho um pouco mais de confiança”, concluiu.