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Saúde de Apucarana ‘blinda’ vacinas contra falta de luz nas UBS

Da Redação

| Edição de 05 de outubro de 2026 | Atualizado em 05 de outubro de 2026

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Dentro das ações de modernização da estrutura da rede municipal de saúde, em menos de dois anos a Prefeitura de Apucarana garantiu a renovação das câmaras científicas de conservação (geladeiras) de todas as 28 Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) que contam com salas de vacinação. Os novos equipamentos, foram adquiridos com recursos próprios do Município e também repasses dos governos Federal e Estadual e garante maior autonomia do sistema em caso de corte de energia e temporais.

Dotados de baterias com duração entre 24 e 48 horas, a autonomia extra garantiu que nenhuma dose de vacina fosse perdida devido à falta de abastecimento de energia durante o temporal de 21 de setembro. “Dentro de cada uma dessas câmaras temos vacinas adquiridas com dinheiro de imposto pago pela população. Então, não estamos falando apenas de um equipamento, mas de investimento que preserva recursos públicos, garante a continuidade da vacinação e, principalmente, protege a saúde da população, uma vez que a manutenção da temperatura adequada é um dos requisitos fundamentais para a qualidade e a eficácia das vacinas”, ressalta o prefeito Rodolfo Mota.

O secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, esclarece que com recursos municipais foram adquiridos inicialmente 11 câmaras científicas de conservação de vacinas e, mais recentemente, chegaram a Apucarana 15 novos equipamentos, sendo 10 unidades do Ministério da Saúde, e cinco do Governo Estadual, totalizando investimento na ordem R$ 212.915,00. “Parte dessas câmaras chegou sem o sistema de bateria, que está agora sendo incorporado pelo Município antes da distribuição às unidades, e que garantirá o funcionamento por até 48 horas em casos de falta de energia elétrica”, diz o secretário.

Durante a falta de energia gerada pelo vendaval, segundo o coordenador da Vigilância Epidemiológica da AMS, Pablo Saito, em um equipamento a bateria operou por até 39 horas sem o fornecimento de energia, garantindo a conservação das vacinas. “Nos casos em que a bateria ainda possui autonomia menor (24 horas), as vacinas foram preventivamente transportadas para a estrutura da 16ª Regional de Saúde”, relatou Saito. Ainda de acordo com ele, diante da previsão de novos eventos climáticos relacionados ao El Niño, a partir de agora todas as câmaras irão passar por atualização, recebendo baterias com duração de até 48 horas