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Setor de confecções discute estratégias de mercado em Apucarana

Fernando Klein

| Edição de 06 de julho de 2023 | Atualizado em 06 de julho de 2023

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A Governança do Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés, de Apucarana, realizou nesta quinta-feira uma reunião para discutir os desafios do setor e informar os empresários da cidade sobre os números do segmento no Paraná e no município. 

O encontro contou com a presença do economista Marcelo Alves, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Ele apresentou aos empresários um estudo de 2021 feito pela entidade sobre o setor de confecções do Paraná.

O levantamento, já divulgado pela Tribuna, mostra que Apucarana lidera no número de empresas e também ocupa o primeiro lugar na geração de empregos formais entre todas as cidades paranaenses.

São 7.175 empregos, o que representa 13% do total de 61.954 trabalhadores com carteira registrada no setor de confecções no Paraná. Em segundo lugar vem Cianorte, com 3.907 vagas (4,27%). Apucarana tem também o maior número de empresas na área de confecções e vestuário: 612. O município está bem à frente de Curitiba, que aparece na segunda posição, com 357 empreendimentos.

“Os dados servem para o empresário entender o que é o próprio setor e conhecer a sua realidade. E, a partir daí, traçar planos para o seu desenvolvimento”, afirma o economista Marcelo Alves, da Fiep. Ele aponta como principal desafio dos empreendedores investir, principalmente, nas vendas externas. “O setor ainda é deficitário na balança comercial e isso precisa ser trabalhado”, afirma.

O presidente da APL de Apucarana, empresário Jayme Leonel, destaca que a reunião prepara o setor para o planejamento dos próximos meses. “Vivemos um novo momento da indústria no pós-pandemia e estamos justamente readequando a governança para nos readequarmos para o futuro da indústria de boné e também da indústria de confecções”, afirma Leonel, destacando que a participação do economista da Fiep é importante no processo.

Segundo o Leonel, a expectativa do empresariado para os próximos meses é de bastante trabalho. “Apesar dessa inconstância econômica e jurídica que o País vive, os empresários vão continuar produzindo e gerando riquezas para o País”, comenta. (COM REPORTAGEM DE LIS KATO)