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Taxa de conversão para doação de órgãos atinge 73,3% na região

Cindy Santos

| Edição de 01 de setembro de 2026 | Atualizado em 01 de setembro de 2026

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A taxa de conversão de pacientes em doadores de órgãos atingiu 73,3% na região. Dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET-PR) mostram que três hospitais de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã realizaram 15 entrevistas com familiares de doadores elegíveis e conseguiram 11 autorizações para captação de órgãos entre janeiro e julho deste ano. Os dados indicam que a recusa familiar na região foi de 26%, com quatro famílias não autorizando a doação, índice menor que a média estadual de 30%. Contudo, o principal gargalo, segundo a Organização de Procura de Órgãos (OPO), é a alta taxa da regional norte de contraindicação clínica devido a falhas na manutenção do paciente em morte encefálica.

O Hospital da Providência, em Apucarana, concentrou a maior parte dos procedimentos e registrou 75% de conversão ao somar nove autorizações e três recusas em 12 entrevistas. O resultado se aproxima do desempenho alcançado em todo o ano passado, quando a instituição obteve 77% de conversão (24 autorizações e sete recusas em 31 abordagens).

Nos demais municípios acompanhados, o Hospital Norte do Paraná (Honpar), em Arapongas, somou uma autorização e uma recusa nas duas abordagens feitas até julho, alcançando 50% de taxa de conversão, frente aos 67% consolidados em 2023. Já o Hospital Maternidade de Ivaiporã obteve 100% de aproveitamento ao registrar uma autorização na única entrevista realizada no período. 

Apesar dos índices favoráveis em autorizações de familiares, as condições clínicas do paciente despontam como o principal obstáculo para doação de órgãos na região, conforme explica Emanuele Zocoler, coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Londrina, que atende os municípios da região.

“Aqui na nossa região, 26% das famílias recusam a doação. É a menor taxa do estado, mas a contraindicação clínica é de quase 50%. O potencial doador, quando entra em morte encefálica, já não está com os órgãos viáveis, seja por uma falha de manutenção do paciente ou outras complicações. O nosso principal gargalo agora é a manutenção do paciente para que os órgãos se mantenham viáveis quando ocorre a morte encefálica, que é o que não tem acontecido”, conclui.