A chuva registrada nesta terça-feira na região causou alagamentos e interdições de ruas em Apucarana e Arapongas. Com grande volume de água em poucos minutos – dados divulgados pelo Simepar apontam que foram mais 43 mm registrados na estação pluviométrica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), localizada no Jardim Ponta Grossa, na zona norte de Apucarana – enxurradas relâmpagos foram registradas nas duas cidades.
Maiores estragos, entretanto, foram registrados em Arapongas. Balanço parcial da Defesa Civil aponta que os locais mais atingidos foram o Parque das Nações e a via lateral do Parque dos Pássaros, que estão interditados. A Prefeitura avalia a necessidade de interdição do parque.
Outro ponto de alagamento foi registrado na Rua Sabiá-da-Praia, próximo ao Condomínio Golden Garden Residence onde um carro ficou submerso. Em toda cidade, ao menos cinco residências foram alagadas e várias árvores caíram durante o temporal. Há relatos de muros derrubados pela força da água.
Uma família ficou desabrigada e foi atendida pela Assistência Social. A enxurrada também atingiu uma escola municipal.
Equipes da Companhia de Desenvolvimento de Arapongas (Codar) estão na Rua Suindara, próximo ao Parque das Nações e demais equipes mobilizadas em razão dos atendimentos.
No final da tarde de ontem, o coordenador da Defesa Civil de Arapongas, Paulo Kümmel, afirmou que um balanço completo dos estragos só deve ser divulgado nesta quarta-feira. Ele afirma que várias equipes da Prefeitura foram mobilizadas para atender ocorrências com participação da Guarda Municipal, secretaria de Obras, entre outros. “Estamos distribuindo uma força-tarefa das secretarias para fazer o atendimento no município”, comentou.
SEGUNDA VEZ
Uma das casas alagadas foi da vendedora Fabiana Lopes, localizada no Jardim Panorama. Foi a segunda vez que sua casa foi afetada. No temporal de 20 de fevereiro, ela também viu a casa invadida pela enxurrada, que levou até seus animais de estimação.
Nesta nova enchente, Fabiana conta que o prejuízo ocorreu justamente no momento em que a família tentava se reerguer financeiramente. “Eu acabei de comprar tudo e já perdemos novamente”, lamentou a vendedora, ressaltando o sentimento de perda total. A lama atingiu móveis, alimentos e roupas.