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Apesar de vitória na Libertadores, Carpini vive pressão no São Paulo

Da Redação

| Edição de 11 de abril de 2024 | Atualizado em 11 de abril de 2024
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Os torcedores do São Paulo sentem saudade de Dorival Júnior, que deixou o clube pela seleção brasileira. O emergente Thiago Carpini encara dificuldades e pressão de um time grande pela primeira vez. Mesmo com a vitória contra o Cobresal pela Libertadores, ele viveu um dos momentos de maior tensão desde que chegou ao cargo, com vaias e um time que jogou menos do que já mostrou que pode. A bronca da torcida, contudo, vem desde a eliminação no Campeonato Paulista.

Em 16 jogos no comando do São Paulo, Carpini tem oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Acontece que, mesmo avançando como líder do Grupo D no Paulistão, o time já vinha com dificuldades: perdeu para Ponte Preta, Santos, Guarani e o clássico contra o Palmeiras, marcado por brigas, além do empate com Red Bull Bragantino. No mata-mata, apenas empatou com o Novorizontino e caiu precocemente nos pênaltis.

Com tempo para treinar até a estreia na Libertadores, o time teve um revés com três lesões no primeiro tempo diante do Talleres, na Argentina. As mudanças necessárias fragilizaram a escalação, e a equipe da casa não teve dificuldades em vencer. Mesmo quando não há lesões, contudo, a torcida contesta os times montados e as alterações feitas por Carpini, que conta com praticamente o mesmo elenco campeão da Copa do Brasil 2023.

Contra o Cobresal, por exemplo, o placar de 2 a 0 mascarou a dificuldade que foi a partida para a equipe tricolor. Postado com três zagueiros, o time são-paulino teve dificuldade para furar bloqueios dos chilenos. Não só isso, como sofreu com as poucas chances criadas pelo adversário. Apesar da trinca defensiva, Rafael precisou salvar o São Paulo mais de uma vez. A cautela defensiva, além de não funcionar, impediu maior dedicação no ataque, com os gols saindo apenas nos últimos dez minutos de jogo.

Ainda antes, na última rodada da fase de grupos do Paulistão, o São Paulo passou sufoco contra o rebaixado Ituano. A equipe precisava vencer e tinha o placar favorável, quando o treinador sacou o atacante Luciano para a entrada do zagueiro Diego Costa. A mudança atraiu o adversário, que empatou a partida. Lucas Moura salvou os tricolores de um vexame.

O começo do Brasileirão dará mais regularidade, e também mais aperto no calendário, além de exigir que o time seja mais consistente. O desafio de Carpini é montar uma equipe que convença com bom futebol, não apenas se valendo de talentos individuais, como James Rodríguez, Calleri, Lucas ou o novato André Silva.