O Aston Villa anunciou oficialmente na última quinta-feira (1º) a contratação de Alysson Edward . Na postagem, o clube inglês avaliou o jogador natural de Apucarana como “jovem ponta promissor”, formado nas categorias de base do Grêmio.
A venda vai garantir 10 milhões de euros, aproximadamente R$ 64,7 milhões, para o clube gaúcho. O negócio prevê ainda a possibilidade de receber outros 2 milhões de euros (quase R$ 13 milhões) em metas. O Grêmio tinha 80% dos direitos econômicos do jogador, mas negociou para manter 90% do valor da operação.
Ao todo, Alysson fez 42 jogos pela equipe principal do Grêmio. O atacante marcou dois gols e deu três assistências.
Promovido ao elenco principal no dia em que completou 19 anos, em maio de 2025, Alysson Edward Franco da Rocha Santos somou 42 jogos com a camisa tricolor, com dois gols marcados.
O apucaranense chegou em 2015 na Escola de Futebol do Grêmio, passou por todas as categorias de formação, no CFT Hélio Dourado. Na categoria Sub-20, chamou a atenção por conta de sua força, técnica apurada e habilidade nos duelos um contra um, além de manter boa postura tática nos jogos.
O Aston Villa é o terceiro colocado com 39 pontos, atrás de Arsenal (45) e Manchester City (40). O time vem de derrota para o líder por 4 a 1 e volta a campo neste sábado (3), às 9h30, diante do Nottingham Forest, no Villa Park.
GRÊMIO
A venda de Alysson confirmou, mais uma vez, a vocação das categorias de base do Grêmio como uma das principais fontes de receita do clube. Com a negociação do jovem atleta, o Tricolor Gaúcho atingiu a cifra de R$ 326 milhões arrecadados exclusivamente com a venda de atacantes de beirada (pontas) desde 2017.
O montante milionário reforça o sucesso do modelo de formação implementado em Eldorado do Sul, focado em lapidar jogadores com características de drible, velocidade e finalização. Alysson é o último elo de uma corrente que se tornou vital para a sustentabilidade financeira da instituição nos últimos nove anos.
A “fábrica de pontas” ganhou notoriedade internacional a partir da venda de Pedro Rocha para o Spartak Moscou, da Rússia, em 2017. A saída do herói do pentacampeonato da Copa do Brasil abriu espaço para aquele que seria a maior venda da história do clube: Everton Cebolinha.
Negociado com o Benfica em 2020, Cebolinha foi o ápice financeiro e técnico dessa estratégia. Sua saída, no entanto, não deixou o setor órfão. A reposição caseira foi imediata com a ascensão de Pepê, posteriormente vendido ao Porto, de Portugal.