A Seleção Brasileira já conhece seu primeiro desafio no mata-mata da Copa do Mundo de 2026. Na próxima segunda-feira, às 14h, a equipe comandada por Carlo Ancelotti entra no gramado de Houston, nos Estados Unidos, para enfrentar o Japão pela fase de 16 avos de final. Após carimbar a liderança da Chave C com autoridade, o Brasil cruza o caminho de um adversário que, além de taticamente maduro, carrega o peso de um fantasma recente: em outubro do ano passado, os asiáticos surpreenderam ao baterem a Amarelinha por 3 a 2 em um amistoso em Tóquio.
Do outro lado, o Japão chega respaldado pela segunda colocação do Grupo F, sacramentada após um empate por 1 a 1 contra a Suécia, em Dallas. Sob o comando longevo de Hajime Moriyasu — técnico que completa oito anos no cargo e conhece a estrutura nipônica desde o Mundial da Rússia —, a seleção asiática se distancia do estereótipo defensivo, mesmo utilizando uma formação com três zagueiros. O modelo tático se baseia em um dinâmico 3-4-2-1, onde a intensa movimentação, trocas constantes de posição e velocidade nas transições ditam o ritmo. Para confundir os analistas rivais, Moriyasu promove uma verdadeira ciranda no elenco, tendo realizado pelo menos três mudanças no time titular a cada rodada desta Copa do Mundo.
Apesar da força coletiva, os defensores brasileiros precisarão de atenção redobrada com individualidades perigosas. O ala esquerdo Keito Nakamura, do Reims, consolidou-se como uma das grandes sensações da fase de grupos ao somar um gol e uma assistência atuando de forma ofensiva e vertical. No comando de ataque, Ayase Ueda vive o ano da sua vida; após balançar as redes 26 vezes pelo Feyenoord na temporada europeia, o centroavante manteve o faro de gol aceso em solo americano com duas bolas na rede na primeira fase. No entanto, os japoneses sofrem com o departamento médico: o astro Takefusa Kubo segue fora por lesão, com retorno previsto apenas para as oitavas, e o zagueiro titular Itakura é dúvida após sentir dores contra os suecos.
Pelo lado brasileiro, o otimismo e o embalo ofensivo sustentam o favoritismo. A Seleção vem de uma vitória categórica por 3 a 0 sobre a Escócia, em exibição que coroou o talento de Vinicius Júnior. O camisa 7 do Real Madrid chamou a responsabilidade, anotou dois gols e se colocou firmemente na caça à artilharia do Mundial.