O Brasil realiza hoje, às 7 horas, o segundo amistoso contra a seleção australiana nesta Data Fifa. Para o confronto, Carlo Ancelotti deve promover mudanças na equipe titular, reforçando o meio-campo e utilizando Raphinha como nove no ataque.
O treinador, após empatar em 1 a 1 com a Austrália no primeiro jogo, prepara novidades na equipe e novos testes. O principal deve ser o fim dos quatro atacantes e a adoção de um 4-3-3, com um meio-campista a mais nos onze iniciais. Além disso, há a possibilidade de novos nomes ganharem chances no time inicial para amanhã.
No último treino antes de encarar a seleção australiana, Ancelotti escalou o time titular com Otávio, Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vini Júnior. Assim, no ataque titular do amistoso passado, Endrick e Estêvão deram lugar a Rayan, que marcou o gol brasileiro no empate em 1 a 1, e Gabriel Bontempo, que reforça o meio-campo.
Caso Raphinha seja deslocado para a função de nove, ele vai atuar em uma função que vem exercendo no Barcelona e se destacando na equipe espanhola. No clube catalão, o jogador mudou de função nesta temporada, vem atuando mais próximo da área e assumiu o protagonismo ofensivo.
Com a função de ‘9’, o atacante vem brilhando neste começo de temporada e se colocando como um dos principais nomes do futebol europeu. Até aqui, em 2026/27, ele soma oito jogos, com 14 gols e três assistências pelo Barcelona. Em seus dois últimos jogos, antes de se apresentar à seleção, ele anotou dois hat-tricks, contra Racing Santander e Sevilla.
Além disso, caso a escalação seja confirmada, apenas quatro jogadores devem repetir a titularidade contra os australianos: Danilo, Bruno Guimarães, Vini Jr. e Raphinha. Já o goleiro Otávio e o meia Bontempo, se confirmados no duelo, farão suas estreias com a camisa da seleção.
CRÍTICAS
Bastante cobrado após a péssima apresentação da seleção brasileira na estreia do novo ciclo, com sofrido empate por 1 a 1 com a Austrália, Carlo Ancelotti se defendeu nesta segunda-feira, garantindo que as críticas não afetam suas ideias “Temos futuro.” O comandante ainda mostrou confiança nos jovens convocados.
“A crítica que sempre existiu e sempre vai existir. Essa crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro desta seleção e desses jogadores. Quanto ela pode afetar? Zero”, afirmou o treinador, bastante questionado por causa de sua insistência em atuar com quatro atacantes e vir perdendo a disputa no meio-campo até mesmo diante de rivais de menor expressão.