ESPORTE

min de leitura - #

Clássico entre Corinthians e Palmeiras pode ser adiado

Da Redação

| Edição de 31 de agosto de 2023 | Atualizado em 31 de agosto de 2023

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu um ofício do Ministério Público de São Paulo recomendando o adiamento do clássico entre Corinthians e Palmeiras, marcado para o próximo domingo (3), às 16 horas, na Neo Química Arena, pela 22ª rodada do Brasileirão. O documento é do dia 23 de agosto.

A recomendação parte de uma preocupação com a possibilidade de confrontos violentos entre torcidas organizadas diante da realização, na mesma data, também na capital paulista, da partida entre São Paulo e Coritiba, no Estádio do Morumbi, às 20h30.

A Federação Paulista de Futebol (FPF), em resposta ao MP na segunda-feira, informou que manteve reuniões com a CBF, o Ministério Público e a Polícia Militar em busca de uma alternativa para a os jogos, mas “em caráter excepcional, a partida entre Corinthians e Palmeiras não será passível de alteração”.

Os clássicos disputados em São Paulo, desde 2016, acontecem apenas com a torcida do clube mandante. Tem sido praxe, também, marcar jogos dos grandes clubes em dias diferentes para evitar o cruzamento de torcidas rivais em especial no sistema de transporte público.

“Vamos ter 40 mil corintianos saindo de Itaquera por volta das 18h30. Vamos ter 50 mil são-paulinos indo para jogo por volta de 18h30, 19h. É uma movimentação muito grande, esses torcedores vão se encontrar no trem, no metro, nos bairros”, alertou o procurador Paulo Castilho, que é membro da Comissão de Combate à Violência no Futebol em São Paulo.

Castilho cita ainda outros dois grandes eventos que serão realizados no domingo, na capital: a final da Copa Pioneer, no Allianz Parque, torneio de várzea em que são esperadas 40 mil pessoas, e o festival The Town, em Interlagos, com público previsto de 100 mil pessoas.

“A Comissão oficiou CBF, Federação (Paulista), tem documento do 2º Batalhão de Choque dizendo que o problema são os confrontos no metrô, trens, cercanias, bairros. Não dá para jogar com sorte com segurança pública. Por mais que despejem policiais na rua, não vai ter em todos os pontos. Além do que, quanto custa isso? Para concentrar esse número de policiais, tem que tirar de algum lugar. Não tem sobrando”, disse.

Diante da negativa das entidades esportivas, a comissão analisa os próximos passos. Não foi descartada a possibilidade de a Justiça ser acionada para que o clássico seja transferido para outra data.