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Com brilho de Messi, Argentina vira contra o Egito e avança na Copa

Da Redação

| Edição de 07 de julho de 2026 | Atualizado em 07 de julho de 2026

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Uma atuação heroica manteve viva a busca da Argentina pelo bicampeonato mundial. Sob o comando de Lionel Messi, os atuais campeões reverteram uma desvantagem de dois gols e venceram o Egito por 3 a 2, ontem, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, garantindo a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A vaga veio no sufoco, após o camisa 10 viver uma metamorfose em campo: o astro deu assistência e marcou o gol de empate minutos após desperdiçar uma cobrança de pênalti que poderia ter mudado a história do confronto mais cedo. A Argentina agora viaja para Kansas City, onde jogará no próximo sábado, às 22h, contra o vencedor do duelo entre Suíça e Colômbia

O confronto começou difícil para os sul-americanos, que demonstraram falta de intensidade na etapa inicial e sofreram o primeiro baque logo aos 15 minutos. Em uma cobrança de falta ensaiada pela seleção egípcia, Yasser Ibrahim subiu mais alto que a defesa e cabeceou para estufar as redes do goleiro Dibu Martínez. Pouco depois, a Argentina teve uma oportunidade de ouro para empatar após a arbitragem assinalar pênalti em cima de Tagliafico. Messi assumiu a responsabilidade, mas parou no goleiro Shobeir, registrando o seu segundo erro em penalidades máximas neste Mundial, estatística que acompanha o pior aproveitamento do torneio nesse fundamento nos últimos 60 anos.

A partir do erro, a Argentina buscou maior presença ofensiva e trocou passes com mais objetividade, mas esbarrou em um forte ferrolho tático montado pelo técnico Hossam Hassan. O goleiro egípcio Shobeir se transformou em um dos grandes nomes da partida, realizando defesas difíceis em uma cabeçada de Mac Allister e em uma finalização rasteira de Julián Álvarez. Na volta do intervalo, o Egito abdicou de vez do meio-campo ao sacar o meia Ashour para a entrada do zagueiro Fathy, apostando drasticamente nos contragolpes. A estratégia quase funcionou aos 13 minutos do segundo tempo, quando Zico balançou as redes, mas o árbitro francês François Letexier anulou o lance após o VAR recomendar a revisão de uma falta controversa na origem da jogada.

O susto não conteve o ímpeto dos africanos, que ampliaram a vantagem aos 23 minutos. Em velocidade, Mohamed Salah conduziu a transição ofensiva e acionou Hassan pela direita, que cruzou na medida para Zico escorar e fazer 2 a 0. O cenário de eliminação iminente expôs a fragilidade coletiva da equipe de Lionel Scaloni, muito dependente de seu principal jogador para dar respostas criativas, repetindo os problemas enfrentados na vitória apertada contra Cabo Verde na fase anterior. Diante de 68.239 torcedores, os jogadores argentinos mantiveram o empenho em buscar Messi, centralizando todas as ações no craque.

O ressurgimento argentino começou aos 34 minutos do segundo tempo, em um momento raro de desatenção da zaga egípcia. Messi dominou na intermediária e cruzou para Romero, livre na grande área, cabecear sem chances para Shobeir. Apenas quatro minutos depois, aos 38, o próprio Messi iniciou a jogada que resultou no gol de empate, aproveitando um bate-rebate na área após bola erguida para marcar o seu 21º gol na história das Copas. Nos instantes finais, o Egito tentou valorizar a posse de bola para forçar a prorrogação, mas um passe errado de Salah armou o contra-ataque fatal da Argentina. Lautaro Martínez recebeu pela lateral e cruzou na área para Enzo Fernández testar firme, aos 47 minutos, decretando a virada e a classificação alviceleste.