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Abastecimento de água provoca reclamações em Novo Itacolomi

Cindy Santos

| Edição de 06 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 06 de fevereiro de 2026

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Moradores de Novo Itacolomi reclamam dos transtornos constantes causados pelas falhas no abastecimento de água, situação que já dura 30 anos e motivou uma série de cobranças da prefeitura junto à Sanepar. A companhia de saneamento informou que trabalha para antecipar a ativação de um novo poço artesiano para normalizar o fornecimento de água na cidade.

Entre os moradores afetados está a turismóloga Luciane de Oliveira. Segundo ela, a quantidade de água fornecida não atende às necessidades diárias. “Há muito tempo estamos enfrentando o problema; a população aumentou e o abastecimento não acompanhou a demanda. Vemos com frequência o caminhão-pipa passando; já cheguei a contar seis em uma única tarde”, relata. 

A moradora também aponta impactos financeiros e na rotina doméstica. “Essa falta de água interfere nos afazeres domésticos e no trabalho. Precisamos economizar água para higiene pessoal e para cozinhar. Além disso, o valor da conta aumentou devido ao ar nos canos. Eu pagava entre R$ 100 e R$ 120 e, no mês passado, a fatura chegou a R$ 185”, explica.

Outra moradora da cidade, Nelma Leal, afirma que a água distribuída pelo caminhão-pipa causa mal-estar. “A água do caminhão não é adequada para o consumo, por isso busco água em um sítio três vezes por semana”, diz a doméstica, que chega a gastar R$ 200 mensais com combustível para esse transporte.

Uma comerciante local, que optou por não ser identificada, também relata prejuízos. “A água do caminhão-pipa tem cheiro forte e causa diarreia. Tenho netos e não podemos consumir”, afirma. Ela relata que gasta, em média, R$ 200 por mês com água mineral para beber, além de pagar uma fatura de R$ 240 pelo serviço de saneamento.

DÉFICIT HÍDRICO

O vereador Anderson Chaves (PL) solicitou informações junto à Sanepar sobre o déficit hídrico no município. Segundo o parlamentar, a companhia informou que o poço artesiano atual produz 490 mil litros de água, enquanto o consumo da população atinge 610 mil litros diários. Para compensar a diferença de 120 mil litros, é necessário o transporte de água vinda de Jandaia do Sul.

“Acho um descaso com nosso município, porque temos um poço muito bom que sustenta todo o município e que está desligado. Nossos reservatórios são pequenos e antigos, abertos; não há cerca nem cadeados, qualquer um tem acesso. Nosso sistema de abastecimento está muito abandonado”, lamenta o vereador, que encaminhou um ofício à Sanepar solicitando informações detalhadas sobre as medidas que estão sendo tomadas para regularizar o abastecimento. Em resposta, a companhia informou que está em andamento a elaboração de projetos para implantação de uma nova adutora, ampliação da reservação, melhorias no sistema de distribuição e adequações elétricas. O início das obras está planejado para 2027, contudo, em nota encaminhada à Tribuna, a Sanepar informou que trabalha para antecipar a obra.