A Prefeitura de Apucarana recebeu a nota “A” na Capacidade de Pagamento (Capag), uma métrica utilizada pelo Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal de estados e municípios brasileiros. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) e pelo secretário municipal da Fazenda, Rogério Ribeiro, na tarde de ontem.
De acordo com o Tesouro Nacional, a classificação na Capag varia de “A” (melhor) a “E” (pior). Segundo a prefeitura, a obtenção da nota máxima indica que o município possui excelência na gestão de suas contas, garantindo segurança para honrar compromissos financeiros e viabilidade para a captação de novos recursos. A nota de 2026 é referente ao exercício fiscal de 2025.
A Capag funciona como um selo de garantia junto ao Tesouro Nacional, facilitando o acesso a crédito com garantia da União, aumentando a confiança do mercado e atraindo investidores. Na prática, a ampliação da nota pode abrir portas para novos investimentos e melhores condições de financiamento junto a bancos e instituições multilaterais. A metodologia da Capag avalia três pontos principais: endividamento, poupança corrente e índice de liquidez.
O prefeito Rodolfo Mota ressaltou que o resultado é fruto de um “trabalho de reestruturação profunda”, uma vez que a administração assumiu a prefeitura em um cenário fiscal crítico. “Encontramos uma cidade quebrada. E não é exagero nenhum. Quem diz isso é o Tribunal de Contas, quem diz isso é o Tesouro Nacional, é o balanço da prefeitura, a contabilidade da prefeitura”, afirmou o chefe do Executivo, acrescentando que em 2024 – referente ao ano fiscal anterior-, Apucarana estava sem nota junto ao Tesouro Nacional.
Durante a coletiva, o prefeito lembrou que a dívida do município, que já ultrapassou a marca de R$ 1,2 bilhão, foi reduzida para R$ 450 milhões em pouco mais de um ano de negociações em Brasília. Outro passivo grave encontrado foi o atraso histórico no recolhimento do INSS dos professores, que gerou uma dívida acumulada de R$ 90 milhões ao longo de uma década. “Nós encontramos as contas da prefeitura sem o dinheiro de recurso livre para pagar os funcionários em janeiro do ano passado”, relatou Mota.
O ajuste nas contas públicas, segundo o prefeito, foi o pilar fundamental para garantir o funcionamento da máquina pública e a entrega de serviços à população. “Quem não cuida do dinheiro não consegue cuidar das pessoas”, enfatizou. Atualmente, conforme Rodolfo Mota, a administração contabiliza 14 obras em andamento, incluindo a construção de Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e a reconstrução de espaços públicos como o Lagoão e o Pátio de Máquinas, além de oito obras já entregues.
‘Saúde fiscal em dia’, diz secretário
O secretário Rogério Ribeiro destacou a importância desse parâmetro atingido pelo município. “A Capag significa capacidade de pagamento. É uma medição que o Tesouro Nacional do Ministério da Economia faz para avaliar a saúde fiscal dos municípios e dos estados. Ele classifica com notas de A a E. Sendo que A é a melhor, E é a pior. E Apucarana acaba de conquistar pela primeira vez na história a nota A. Então, Apucarana está entre os municípios brasileiros que tem a melhor saúde fiscal dentre esses todos os municípios”, explicou.
Além do reconhecimento federal, o município também registrou um salto significativo na avaliação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), por meio do sistema Pro-Gov. Rogério Ribeiro afirma que o município passou de uma nota 2 para 8,75 em uma escala que vai de 1 a 10.