POLÍTICA

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Candidato ao Congresso, Arilson foca em saúde e obras para região

Lis Kato

| Edição de 18 de setembro de 2026 | Atualizado em 18 de setembro de 2026

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Presidente do PT no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato tenta um primeiro mandato na Câmara Federal com foco em ampliar a representatividade de Apucarana e do Vale do Ivaí em Brasília. Durante entrevista a Tribuna/TNOnline, o parlamentar apontou a saúde, a infraestrutura e a segurança pública como as principais frentes de atuação para aplicar recursos da União.

A principal prioridade de Chiorato para Apucarana é a reestruturação da saúde pública. O candidato defende a conclusão e o custeio do novo hospital da cidade, que atualmente opera de forma parcial, e a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região abaixo da Avenida Minas Gerais. “A saúde de Apucarana está na UTI e a gente precisa de resoluções rápidas”, alertou. O deputado afirmou que acionará o governo federal para resolver o impasse estrutural e financeiro: “Eu vou lutar tanto que, se precisar federalizar o hospital que está parado lá, eu vou conversar com a ministra da Saúde para federalizar e a gente tocar. Nós temos que ter atitude e ações concretas”, garantiu, referindo-se ao prédio reformado que abriga o PAI.

Na área de infraestrutura, o parlamentar pontuou a urgência de duplicar as saídas para Maringá e Londrina, revitalizar a Avenida Ponta Grossa e construir um novo terminal urbano no centro da cidade. Ele pretende viabilizar essas obras por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de articulações junto ao Ministério das Cidades. Para a segurança pública, foca na aprovação da PEC da Segurança, visando unificar as forças nacionais, e defende a mudança na escala de trabalho dos policiais para o modelo 5x2, garantindo melhor qualidade de vida aos agentes.

A principal ferramenta de Chiorato para viabilizar os projetos regionais é a sua base no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição. O parlamentar destacou o poder de investimento direto que o cargo pode proporcionar caso Lula seja reeleito, lembrando que um deputado federal conta anualmente com R$ 70 milhões, entre emendas impositivas e de bancada, para indicar “para quem, quando e onde colocar esse recurso”. Apresentando-se como um parlamentar municipalista, ele defende a revisão do pacto federativo. “O município consegue resolver mais rápido, tem menos burocracia”, explicou, cobrando a descentralização de serviços para evitar que pacientes percam a referência de atendimento regional.

POLARIZAÇÃO

No âmbito da política nacional, o candidato fez duras críticas ao atual cenário de polarização e defendeu o diálogo para destravar o país. “Nós não podemos ter mais radicalismo expresso com ódio como está hoje. Todo país que é radical e extremista não serve nem para o lado de lá, nem para o lado de cá”, afirmou. Segundo ele, atitudes extremas na política “não trazem resultado nenhum para nada, a não ser compartilhamento, like, curtida para alimentar uma bolha”.

Sobre sua atuação no cenário estadual, Chiorato relembrou sua postura contundente ao longo dos seus mandatos na Assembleia Legislativa do Paraná. “Fui o líder da oposição que votei contra as coisas graves do Estado, contra a venda da Copel, contra a volta do pedágio abusivo, contra a escola privatizada”, ressaltou.

Mesmo integrando a base de apoio do governo federal em uma eventual eleição, ele promete manter um perfil de fiscalização rigorosa. O candidato adiantou que pretende propor a reestruturação ou até a extinção das atuais agências reguladoras nacionais, que classifica como subservientes ao mercado e prejudiciais à população. Reafirmando sua independência, resumiu sua postura: “O que é bom, voto a favor. O que é ruim, voto contra. Eu não vou deixar de ser assim mesmo que eu esteja em Brasília”. Chiorato encerrou relembrando suas conquistas legislativas, como a proibição do corte de água e luz na pandemia, a “xepa da vacina” e a implantação da CNH Social.