Milhares de pessoas estão sendo esperadas para a manifestação política que será realizada neste domingo, a partir das 15 horas, na Avenida Paulista, em São Paulo, num ato convocado pelo ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e apoiadores, tendo como principal organizador o polêmico religioso Pastor Malafaia. A intenção do presidente é apenas se defender das acusações de suposta tentativa de golpe político nas eleições de 2022, por isso, ele defende que o ato seja pacífico.
“Não vai ter 30 políticos discursando para xaropar o povo”, dispara o pastor Silas Malafaia, ao comentar a quantidade de pessoas que farão pronunciamentos durante a manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, que aparece como principal organizador do evento, num período de uma hora e trinta minutos será o suficiente para “passar o recado”.
Serão dois trios elétricos: o Demolidor e o Katrina. No primeiro, estarão o ex-presidente, Malafaia e, no máximo, mais 68 pessoas. “Poderia ter mais gente, mas aí fica intransitável lá em cima”, conta o pastor. No segundo, 100 pessoas acompanharão o evento.
Então, por volta das 15h, Michelle Bolsonaro fará uma oração e, se for da vontade dela, também poderá discursar. Em seguida, tomam a palavra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO); o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Magno Malta (PL-ES).
Se quiserem, os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Jorginho Mello (SC) serão liberados para discursar, assim como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Enfim, Malafaia e o ex-presidente terminam o evento.
Os organizadores esperam que a população compareça, em massa, para apoiar os objetivos da manifestação: a luta pelo Estado democrático de direito e a possibilidade de defesa do ex-presidente, investigado por suposta tentativa de golpe.
“Não é para atacar o STF. Por que atacar o STF ou o Congresso? O objetivo não é esse. Também não vou falar mal do [ministro] Alexandre de Moraes. Não estou nas minhas redes sociais. Só vou mostrar fatos. Fazer constatações dos fatos promovidos por ele”, aponta Malafaia. (DAS AGÊNCIAS)