POLÍTICA

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Ratinho Jr defende liderança do Brasil na discussão global sobre recursos naturais

Da Redação

| Edição de 19 de agosto de 2025 | Atualizado em 19 de agosto de 2025

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior defendeu ontem, durante a abertura da 13ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), em Curitiba, que o Brasil lidere as discussões sobre o uso racional dos recursos naturais, aliando sustentabilidade e desenvolvimento com políticas públicas que sirvam de exemplo não só ao País, mas ao mundo.

“O Brasil pode e deve ser referência em energia renovável, biocombustíveis, biogás e tantas outras formas sustentáveis de geração energética. Acredito que a Conferência da Mata Atlântica será uma grande oportunidade para mostrar que no Brasil existem políticas públicas que têm dado certo e que podem servir de modelo para o mundo”, defendeu o governador do Paraná.

“Buscamos ser cada vez mais um estado equilibrado, que concilie sustentabilidade, desenvolvimento econômico, social e cuidado com o meio ambiente. A natureza tem dado sinais claros diariamente, e penso que o Brasil tem uma grande oportunidade de mostrar ao mundo que, aqui, existem boas políticas públicas de preservação, geração de energia renovável e, acima de tudo, de exemplo para os países de primeiro mundo que ainda insistem em usar carvão mineral para gerar energia”, acrescentou.

O evento, que também marcou a abertura da Conferência da Mata Atlântica, contou com a presença dos governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Rio de Janeiro, Claudio Castro; de Minas Gerais, Romeu Zema; e dos vice-governadores de São Paulo, Felício Ramuth; e Santa Catarina, Marilisa Boehm e ocorre simultaneamente com a Conferência da Mata Atlântica. As tratativas da conferência serão encaminhadas à presidência da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro.

Entre os marcos já alcançados pelos estados, estão o plantio de cerca de 35 milhões de mudas nativas, a ampliação do monitoramento por satélite das áreas de mata, políticas de compensações financeiras por áreas preservadas, programas de estímulo à educação ambiental e criação de novas Unidades de Conservação.

“Nós temos um compromisso de plantio de 100 milhões de mudas, com o qual estamos avançando, próximos das 40 milhões no primeiro semestre deste ano. Isso mostra que, quando temos vontade política, conseguimos sair do campo das ideias e mudar o País”, afirmou o governador do Rio de Janeiro e presidente do consórcio, Claudio Castro.

As propostas discutidas pelos governadores foram formalizadas na Carta de Curitiba. O documento foi divulgado ontem.

Paraná lança Banco Verde

O Paraná vai contar com uma plataforma para conectar investidores a instituições socioambientais para destinar recursos a projetos voltados à sustentabilidade através do Banco Verde, lançado ontem pelo governador Ratinho Junior, durante a Conferência da Mata Atlântica.

Com o Banco Verde, as empresas podem destinar recursos a organizações que tenham projetos ligados à economia de baixo carbono e à valorização da biodiversidade. A estimativa inicial é aportar de R$ 50 milhões e R$ 100 milhões por ano em projetos ambientais.

“O Paraná já é o estado mais sustentável do Brasil, mas queremos ampliar a conservação da Mata Atlântica, nosso principal bioma. Por isso criamos a iniciativa de um Banco Verde para incentivar as empresas que têm a pegada do desenvolvimento sustentável a contribuírem com projetos sustentáveis”, disse Ratinho Junior. “E além disso, vamos também remunerar aqueles agricultores que preservam as áreas verdes e as nascentes de suas propriedades, porque é um trabalho de conservação que beneficia todos nós”.

Além de beneficiar os projetos ambientais, 20% dos recursos serão alocados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA). Esse montante será revertido a outro projeto, de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para pequenos produtores rurais que promovem o cuidado com os ecossistemas naturais em suas propriedades.

A estimativa é de que, no primeiro ano do programa, sejam contemplados cerca de mil pequenos produtores do Estado, com um potencial de repasse de aproximadamente R$ 10 mil ao ano por produtor.