O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou nesta sexta-feira (8) a oferta do curso de Medicina no campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Com expectativa de investimento inicial para a implantação do curso é de R$ 23,1 milhões, alcançando R$ 78 milhões até 2033, conforme projeção da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a instalação do curso atende uma demanda de décadas da região por ensino público e gratuito.
A assinatura do decreto aconteceu pela manhã, lotando o auditório Gralha Azul, no campus de Apucarana, de secretários de Estado, prefeitos, deputados e lideranças. “Esse é o compromisso do nosso governo com o ensino superior, que tem avançado muito no Paraná. Somos o estado que mais investe em ensino superior e em pesquisa, ciência e inovação em todo o País. Neste ano, o orçamento é de quase R$ 1 bilhão, só em pesquisa e inovação”, comentou o governador.
No discurso, Ratinho Junior voltou a destacar o trabalho realizado pelo deputado federal e ex-secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, para trazer ocurso para Apucarana. O primeiro vestibular deve ocorrer ainda em 2026, com o início do ano letivo em 2027.
“O curso de medicina vem para coroar esse trabalho da Unespar, dos nossos professores e do setor acadêmico como um todo. Além disso, atendendo a um desejo da cidade de quase 50 anos, lembrado pelo Beto Preto. É um realmente um ganho para o meio acadêmico ter um curso de medicina”, afirmou o governador
A previsão é que o aporte total no curso alcance R$ 78 milhões até 2032, contemplando infraestrutura, pessoal e outras despesas correntes (ODC). A partir de 2033, com o curso em pleno funcionamento, o custeio anual estimado será de R$ 7,9 milhões.
A Unespar prevê a contratação de 32 professores e 16 agentes universitários além da construção de um novo bloco com cerca de 2.270 metros quadrados.
Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, o projeto do curso “nasce robusto”. “Não é um curso que nasce no papel sem condições de funcionamento. Ele nasce com toda a programação, o decreto prevê exatamente o quanto de recurso a cada ano, o quanto de professores e o quanto de funcionários a cada ano”, disse.
PLANEJAMENTO
Para o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, a autorização representa o ápice de um planejamento estratégico para a educação local. “É um dia histórico. Apucarana já é um polo universitário consolidado, com quatro campi e mais de 30 cursos de graduação, especialização e mestrado, mas a chegada da Medicina coroa toda essa trajetória acadêmica. É uma conquista que sempre acreditamos que tínhamos potencial para realizar”, afirmou.