OPINIÃO

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​ Apae é modelo de gestão e voluntariado a ser seguido

Da redação

| Edição de 18 de outubro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Lançado em fevereiro deste ano pelo governo do Estado, o programa Reforma Apae, destinado a garantir que as instituições dispusessem e recursos extras para melhorias e reparos, beneficia 20 entidades na região. 
O modelo de funcionamento do programa é o mesmo do Escola 1000, que promoveu obras em várias escolas da rede estadual: a Apae beneficiada recebe um recurso de R$ 100 mil na conta após apresentar um projeto das melhorias a serem executadas. As obras são definidas de acordo com a necessidade de cada instituição e pela própria comunidade envolvida e têm o andamento fiscalizado pelos Núcleos Regionais de Educação. 
Implantado no Brasil na década de 50, seguindo um modelo que já vinha sendo desenvolvido com sucesso nos EUA, o sistema Apae é considerado o maior movimento filantrópico do mundo a atuar na causa da pessoa com deficiência. Inicialmente concentradas na oferta de atendimento de saúde e educação para portadores da Síndrome de Down, as Apaes atendem hoje um amplo espectro de pessoas com necessidades especiais atuando na área da saúde, educação, inclusão e cidadania.
O Brasil tem hoje cerca de 2,1 mil Apaes em funcionamento em 24 unidades da federação, que são responsáveis por prestar atendimento para cerca de 250 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos.
O movimento apaeano serviu de modelo para criação e funcionamento de inúmeras outras entidades e ainda é um dos mais eficientes modelos de voluntariado e gestão no terceiro setor.
Atuando em um sistema de organização que envolve vários membros da comunidade, as Apaes foram, ao longo dos anos, conquistando espaço também nas pautas de negociação com o poder público, ajudando a dar visibilidade e incluir as demandas das pessoas com deficiência nos programas governamentais de saúde e educação. 
A inclusão do Teste do Pezinho - que detecta uma série de doenças raras - na rede pública de saúde, a prática de esportes e a inserção das linguagens artísticas como instrumentos pedagógicos na formação das pessoas com deficiência são algumas das bandeiras do movimento que se tornaram políticas públicas. 
Ao ofertar recursos para essas entidades, o governo fortalece a rede de atendimento especializado e o voluntariado que mantém o sistema atuando e prestando um serviço fundamental para sociedade. A Apae é um exemplo de envolvimento social que merece reconhecimento do governo e da sociedade.