OPINIÃO

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​ É preciso aumentar a segurança nas estradas

Da redação

| Edição de 01 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Há dois anos, os caminhoneiros estavam entre os assuntos mais comentados do país. Era o segundo grande movimento elaborado pela classe, que já havia se mobilizado em 2013, fechando estradas e, em algumas regiões, afetando o abastecimento de alimentos e combustíveis. A demanda que começou por conta principalmente dos baixos preços do frete, e da alta do diesel.
De lá para cá a categoria pouco avançou em termos de conquistas. O preço do frete continua baixo e sem a regulamentação reivindicada pela classe, o preço do diesel segue a atual política adotada pela Petrobras, que revisa preços mensalmente, e os problemas enfrentados nas estradas continuam os mesmos, se não piores.
Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) aponta que atualmente, mais que as condições de trabalho - no caso, as condições das estradas e o já citado preço do frete - o que toma a preocupação da classe é a violência urbana que ganhou as estradas. Os assaltos são motivo de preocupação para 60% dos caminhoneiros.
O medo dos motoristas profissionais é reflexo de outro fenômeno nacional, o aumento do roubo de cargas. Assim como outros índices de criminalidade, também esse cresceu durante o processo de crise econômica. No Brasil, um caminhão é roubado a cada 23 minutos. Os dados são de estudo da Federação das Indústrias do rio de Janeiro (Firjan) divulgado em março deste ano. Segundo o levantamento, o Brasil é apontado como o oitavo país mais perigoso no quesito transporte de cargas.
Além de colocar em risco a vida e as condições de trabalho dos caminhoneiros, a violência nas estradas pesa no bolso de toda sociedade, que acaba pagando o custo do risco das estradas. Em todo o país, o roubo de cargas causou um prejuízo de mais de R$ 6,1 bilhões de 2011 a 2016. 
Este valor é 5,1 vezes maior que o investimento anunciado pelo governo federal, em dezembro do ano passado, para modernização e ampliação do sistema penitenciário brasileiro. Houve 97.786 ocorrências desse tipo no país durante esse período, 22,7 mil apenas no ano passado.
Na região, os registros de assaltos a caminhoneiros também acontecem com frequência. Nesta semana, um profissional foi mantido refém por bandidos durante o roubo de fios de cobre que eram encaminhados para uma obra em Marilândia do Sul. Anteontem, uma operação do Gaeco cercou integrantes de uma quadrilha especializada em roubo e revenda de cargas na região de Ibiporã. 
Melhorar a segurança nas estradas, portanto, é uma demanda de toda sociedade.