OPINIÃO

min de leitura - #

​ É preciso tolerância zero nas infrações de trânsito

Da redação

| Edição de 10 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

No primeiro semestre deste ano, 6.589 multas de trânsito foram lavradas em Apucarana. O dado, divulgado pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) a pedido da Tribuna, soma autuações lavradas por todos dos órgãos fiscalizadores - incluindo Guarda Municipal e as polícias rodoviárias federal e estadual e a Polícia Militar. O número implica em uma média de 36 autuações por dia na cidade.
O número de infrações cresceu bastante no mesmo período do ano passado. Foram lavradas 41,9% mais multas. 
Como de praxe, lideram no ranking das multas as chamadas infrações administrativas, que envolvem questões de documentação de veículos e pagamento de tributos ou taxas. Deixar de efetuar o registro em 30 dias após transferência de propriedade, correspondeu a 1.034 notificações, 15,7% do total. 
Estacionamento é o segundo e terceiro maior motivo de infrações em Apucarana. Somando-se as multas por conta de desacordo com o regulamento do estacionamento rotativo e o estacionamento irregular em vagas de idosos e deficientes foram 1,7 mil  multas. As duas modalidades de autuações somam 26% do total. Falar ao telefone celular na condução do veículo e trafegar sem estar com o licenciamento quitado completam os ranking dos maiores motivos de infrações em Apucarana.
O número extra de notificações é apenas uma parcela ínfima da conduta irregular dos motoristas que caberia multa. Não é motivo de surpresa que estacionamento gere tantas multas em Apucarana, tendo em vista que esse é um setor que efetivamente é fiscalizado pela Guarda Municipal, principalmente depois da retomada do rotativo. 
Boa parte das atuações das irregularidades administrativas citadas são fruto das operações de rotina da Polícia Militar, que também intensificou a atenção na fiscalização.
Mas quem vivencia o trânsito da cidade percebe que excesso de velocidade e ultrapassagens no sinal vermelho fazem parte da rotina das ruas.  Contudo, como não há radares nas ruas nem equipamentos ou fiscais nos semáforos para flagrar essas irregularidades, esse tipo de comportamento - que agrega um potencial de risco imenso no ir de vir dos demais cidadãos que respeitam a lei - não vira multa e não aparece no ranking.
Na criminalidade em geral, a política de tolerância zero tem efeito comprovado e virou estudo de caso em diversos países e regiões que a adotaram. No trânsito este também deveria ser o caminho.