OPINIÃO

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​ Educação alimentar é investimento em saúde

Da redação

| Edição de 27 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Há 124 milhões de crianças e adolescentes obesos no mundo. O número de crianças entre 5 anos e adolescentes de até 19 anos com excesso de peso saltou mais de dez vezes nas últimas quatro décadas. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou os números no início do mês.
Segundo a agência de Saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), as taxas de obesidade em crianças e adolescentes passaram de menos de 1% em 1975 — o equivalente a 5 milhões de meninas e 6 milhões de meninos — para quase 6% entre as jovens e quase 8% entre os rapazes, em 2016.
O crescimento da obesidade na infância e adolescência, principalmente nos chamados países em desenvolvimento, onde os índices vêm crescendo, é um gatilho apontado para o futuro em termos de gastos com saúde pública e qualidade de vida da população.
Bem por isso, a questão da alimentação saudável desde a infância ganha cada vez espaço nas pautas governamentais e a segurança alimentar foi incluída na lista de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Neste sentido, o programa Amigos da Alimentação - de mãos dadas com a saúde, desenvolvido pela Autarquia Municipal de Educação (AME) de Apucarana merece destaque. Além de fornecer uma merenda escolar equilibrada – com restrição de alimentos excessivamente industrializados e ampla oferta de frutas e legumes oriundos da cadeia produtiva local -, o programa investe em algo que é preciso adotar urgentemente no Brasil: a educação alimentar.
Na escola, as crianças são incentivadas a experimentar novos alimentos que, por vezes, não fazem parte da cultura alimentar de sua família, aprendem desde cedo a função da alimentação e a origem dos alimentos. Dentro da rotina escolar, elas são incentivadas, por exemplo, a se servir no refeitório, em um processo de autoconhecimento sobre suas próprias necessidades.
A merenda colorida e variada que ensina as crianças a gostar de saladas e frutas, enfim, de alimentos frescos, tem um alcance além da escola. Os produtos são adquiridos de produtores locais fortalecem a agricultura familiar e a cadeia produtiva local, de um lado garantindo renda para o produtor e, de outro, ampliando a oferta de produtos. 
Mais que oferecer alimentos saudáveis às crianças, o que é de extrema importância, o programa ensina a refletir sobre a alimentação e essa é uma lição que se leva para o resto da vida.