A insegurança é um grave problema da maioria dos municípios. O aumento de furtos e assaltos tira o sossego da população, que se sente acuada diante da presença dos criminosos e, principalmente, da impunidade. No entanto, é um desafio que precisa ser encarado por toda a sociedade. Não basta cobrar apenas das autoridades de segurança pública. É necessário que cada cidadão faça também a sua parte. Não é demérito algum. Pelo contrário, é uma forma de engajamento.
Há várias maneiras de colaborar. Um dos exemplos são os projetos “Vizinho Solidário”, organizados em muitos bairros da maioria dos municípios. Nessas iniciativas, os moradores se unem para ajudar no monitoramento das residências. A pessoa cuida da sua casa, mas também está de olho na residência do vizinho, preocupado com a proteção da rua inteira. Nesse sentido, vale criar grupos de WhatsApp e até fazer uma caixinha para alguns investimentos, pagando empresas especializadas em monitoramento ou a instalação de câmeras nas ruas.
Outro papel importante que o cidadão pode – e deve – assumir é denunciar qualquer suspeita. O 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana, por exemplo, recebeu 579 denúncias ao longo de 2017. Em média, pelo menos uma comunicação de crime é feita por dia. De acordo com a PM, aproximadamente 80% das ligações atendidas pela Central de Operações Policiais Militares (Copom) envolvem tráfico de drogas.
A PM possui duas linhas diretas para denúncias. No telefone 0800 643 1161, foram recebidas 396 denúncias. Esta linha é mais voltada a furtos, roubos e tráfico de drogas. Já no telefone 181, foram 183 denúncias. Este número recebe todo tipo de denúncia, desde crimes até denúncias contra serviços públicos.
A participação da comunidade é fundamental no combate à violência e traz resultados efetivos. É claro que cabe ao poder público garantir a segurança à população. No entanto, é de conhecimento as dificuldades orçamentárias e, consequentemente, de estrutura. Além disso, a criminalidade vem avançando, muito à reboque do tráfico de drogas. Por isso, o cidadão tem a obrigação de buscar mecanismos para auxiliar as polícias e também para proteger seus bens e sua própria integridade. Não há outro caminho a não ser unir esforços para combater as drogas, que é um mal terrível à sociedade, e ao avanço da criminalidade de modo geral.