OPINIÃO

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​ Valorizar o ser humano reduz a miséria social

Da redação

| Edição de 29 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Implantando há seis anos, o programa Família Paranaense divulgou nesta semana um balanço das atividades, além de lançar uma nova ferramenta: um mapeamento de informações que poderá subsidiar a formulação de novas políticas públicas para o público alvo do programa: moradores, principalmente de regiões de baixo IDH, em situação de vulnerabilidade social e com grande demanda de apoio governamental.
Desde o lançamento do programa, segundo o governo, 331 mil famílias foram atendidas em alguma modalidade do programa, que atua em frentes diversas que incluem, além da distribuição de renda com contrapartida social - somente nessa área foram investidos R$ 141,5 milhões para 309,1 mil famílias dos 399 municípios do estado -, capacitações, ações na área de moradia, saúde e empreendedorismo.
No mesmo período de atuação dos programas, a extrema pobreza reduziu em 57,4%. Outros números divulgados pelo governo mostram a paulatina melhoria da qualidade de vida. Das famílias participantes do programa, por exemplo, 34,7% saíram de moradias improvisadas para casas melhor estruturadas. Na área da educação, aumentou em 22% no número de crianças e adolescentes na escola, além de redução de 34,7% dos casos de trabalho infantil na família.
Os índices relacionados ao trabalho infantil e educação estão diretamente relacionados ao tipo de dinâmica adotada pelo programa. 
Além de transferir renda, o governo exige determinadas contrapartidas, a manutenção dos filhos na escola é um exemplo, mas mais que isso, ao acompanhar de perto essas famílias, o Estado abre portas para o cidadão ter acesso a serviços e ferramentas que sempre existiram dentro do organograma estatal, mas que nem sempre conseguiam chegar à realidade de quem realmente precisa, caso das capacitações, das linhas de microcrédito diferenciadas e dos programas de habitação. 
Muito do sucesso do programa reside nas parcerias com as prefeituras - que têm mais ferramentas para delinear melhor a realidade local e as demandas mais urgentes dentro de cada região - e no trabalho intersetorial desenvolvido. 
Pelo menos 19 secretarias e empresas públicas atuam, em maior ou menor medida, dentro da ação, nas áreas de saúde, trabalho, moradia e também na agricultura.
Desde o início do programa, a meta era apoiar as famílias com vistas à superação da pobreza através de ações afirmativas capazes de quebrar o ciclo da falta de educação, de oportunidades e a miséria decorrente disso. A valorização da pessoa é um ideal e uma política pública que precisa ter continuidade não só no Paraná, mas em todo país.