O zika vírus já é uma realidade também da região. Arapongas confirmou na segunda-feira o primeiro caso da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Rolândia é outra cidade do Norte do Paraná que registrou o vírus. Esse quadro reforça a importância do combate ao Aedes aegypti.
A araponguense infectada tem 58 anos de idade e mora na zona oeste da cidade. A notificação ocorreu há 30 dias e o resultado saiu na segunda-feira. O município realizou um trabalho de contenção na região onde mora a paciente. Municípios do Vale do Ivaí têm mais três suspeitas
O quadro é preocupante. O zika está desafiando a saúde pública mundial. O vírus vem sendo relacionado a outras doenças, como a microcefalia (má-formação de recém-nascidos) e também a síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica caracterizada por fraqueza progressiva nas pernas, acompanhada de paralisia muscular. No entanto, as informações sobre a relação com o zika vírus ainda estão sendo devidamente estudadas. Ou seja, faltam informações concretas.
Não resta, portanto, outra alternativa a não ser combater o Aedes aegypti. A população deve ser a principal interessada. No entanto, infelizmente, muitos moradores insistem em não colaborar, mantendo seus quintais e terrenos devidamente limpos, livres de utensílios que possam servir de criadouros para o mosquito.
Na Prefeitura de Apucarana, são 20 reclamações diárias, em média, de cidadãos reclamando da sujeira de lotes espalhados pela área urbana. Grande parte das ligações indica terrenos com mato alto e também repletos de entulhos.
Essa situação se repete em outros municípios da região. Ou seja, é a comprovação de que muitos moradores não se atentaram ainda para os riscos provocados pelo mosquito transmissor da doença. Chega a ser revoltante esse comportamento displicente, principalmente para o morador que cuida da sua casa e precisa conviver com o problema, muitas vezes, ao lado, com o vizinho que mantém todo o tipo de entulho no seu quintal. O poder público precisa intervir nesses casos, exigindo desse cidadão a limpeza. Em caso da negligência persistir, o caminho é aplicar multas e as sanções previstas na lei.