OPINIÃO

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A ausência da cultura de prevenção de acidentes

Da Redação

| Edição de 29 de fevereiro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mais uma vez, a motivação para a solução de um problema acontece apenas após o acontecimento de algo grave. Como trouxe reportagem publicada na edição de ontem da Tribuna, a empresa responsável pela concessão da BR-369 entre Apucarana e Arapongas consertou um buraco em um trecho da pista onde, quatro dias antes, um ciclista se acidentou gravemente. Infelizmente, esta é uma prática comum no Brasil, que em várias áreas pouco se preocupa em adotar medidas de prevenção.
Rafael Coelho e um grupo de ciclistas foram pedalar logo no começo da manhã do último domingo (23), em Apucarana. Eles estacionaram os carros na região do Parque Industrial Norte e seguiram com as bicicletas até a entrada de Arapongas. Na volta, sentido Apucarana, o ciclista pedalava pela BR-369 quando ao ingressar na alça de saída da rodovia para a marginal, que dá acesso à Avenida Francisco Kitano, passou por um buraco e sofreu uma queda.
Na tarde de ontem, a concessionária Viapar encaminhou uma equipe para vistoriar o trecho onde o acidente aconteceu e confirmar se o local era de responsabilidade da concessionária ou da Prefeitura Municipal de Apucarana. Após a constatação, os devidos reparos foram providenciados.
Falta no nosso país a cultura da prevenção. No Brasil, sempre apostamos na sorte. As coisas ruins só acontecem com o outro, conosco jamais. Por isso, infelizmente, o país empilha tragédias e não apresenta sinais de que irá mudar este cenário tão cedo. Edifícios Joelma e Andraus, Bateau Mouche, Boate Kiss, Mariana e Brumadinho, Ninho do Urubu: todos exemplos de falta de políticas de prevenção. Qual será o próximo caso?
Um dos principais problemas causadores de tragédias, das menores às mais sérias, é a falta de consciência. As pessoas não acreditam realmente que acidentes podem acontecer a qualquer momento e que preveni-los precisa ser prioridade. E essa prevenção passa por um conjunto de fatores. São várias as ações que precisam ser pensadas: projetos precisam ser bem feitos, execução idem, manutenção, fiscalização do poder público. Se quisermos evoluir como país e como sociedade, devemos parar de provocar tragédias por negligência.