OPINIÃO

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A dificuldade de frear as mortes no trânsito

Da Redação

| Edição de 16 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Duzentos e noventa e sete pessoas morreram no último ano nos dezessete municípios pertencentes da 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, por causas externas, quando o óbito não tem origem em doenças. As chamadas causas externas são a quarta principal causa de morte na região atrás apenas das doenças do coração, neoplasia e doenças do aparelho respiratório e. segundo relatório apresentado pelo órgão, cresceram 8% no ano passado.
O crescimento no índice de óbitos de qualquer tipo nunca é uma boa notícia, mas em relação às causas externas tem um impacto tanto na saúde pública quanto em outros setores da sociedade, caso da área econômica. Isso porque este tipo de morte notadamente envolve um perfil diferente: pessoas mais jovens em idade produtiva. Na região, mais de 70% das vítimas são homens com idade entre 20 e 49 anos.
De todas as causas externas, os acidentes de trânsito correspondem a mais da metade dos óbitos. Das 297 mortes registradas na região no ano passado, 125 foram originadas no trânsito. Os números só comprovam uma verdade que há muito tempo vem sendo discutida: o trânsito é um espaço violento que ceifa vidas e tem impacto profundo na vida social.
A PRF aponta, em estudo feito com base nas ocorrências registradas no Paraná, que as três principais causas de acidentes com morte nas rodovias são: velocidade incompatível (31,2%); falta de atenção (28,5%) e desobediência à sinalização (11,2%). Ou seja, é o comportamento inadequado do motorista frente ao trânsito que causa a maioria dos acidentes graves.
Reverter esse quadro não é tarefa fácil. Nas últimas décadas, as leis de trânsito e também as regras de formação dos motoristas passaram por transformações notáveis, exatamente com intuito de frear os números crescentes de acidentes, mortes e feridos. Muito foi feito, mas como mostram os números, muito ainda há a fazer.
Investir mais e mais no binômio educação e fiscalização parece ser a melhor saída para reduzir estatísticas e salvar vidas.