OPINIÃO

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A falta de respeito de donos de terrenos em Apucarana

Da Redação

| Edição de 08 de novembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A maioria da população não hesita em criticar o poder público quando se sente desrespeitada. Faz bem. O cidadão não pode aceitar com passividade a falta de cumprimento de certas obrigações por parte dos gestores. Por outro lado, são inúmeros os moradores que não fazem a sua parte e depois se arvoraram de injustiçados.

A limpeza dos terrenos públicos é um exemplo. Centenas de donos de terrenos mantêm seus lotes sujos, cheios de mato e lixo, sem promover a limpeza como manda as normais municipais. Esse tipo de situação provoca uma série de transtornos a vizinhos desses imóveis, que precisam conviver com a proliferação de baratas, ratos e até alguns animais peçonhentos, sem contar que esses lotes servem também de esconderijo para ladrões. Outro aspecto que não pode ser esquecido é a poluição visual.

Na semana passada, a Secretaria Municipal da Fazenda anunciou que vai notificar 664 proprietários de terrenos baldios que não fizeram a roçagem e limpeza de seus imóveis por conta própria. Esses serviços foram executados ao longo de 2016 por uma empresa terceirizada pela administração municipal ao custo de R$ 211.800,00.

Caso os valores não seja pagos em 30 dias após a publicação em diário oficial, serão lançados no Imposto Predial e Territorial (IPTU) de 2017. Além disso, o município anunciou o reajuste dos valores dos serviços de limpeza dos terrenos. A limpeza e roçagem passa R$ 1,15 para 1,40 o metro quadrado; o recolhimento de entulhos R$ 80 para R$ 96 por viagem de caminhão; e os serviços de pá-carregadeira de R$ 170 para R$ 209 a hora trabalhada.

A cobrança está prevista em decreto municipal publicado em 2014. A manutenção periódica dos terrenos é uma questão de saúde e também de segurança pública.

A Prefeitura está correta. É preciso fazer “doer” no bolso desses apucaranenses. Os cidadãos precisam se responsabilizar pela limpeza de seus imóveis urbanos. É inaceitável esse desleixo e esse desrespeito com a comunidade. O município se vê obrigado a cobrar por esse serviço diante do total falta de responsabilidade desses proprietários de terrenos. Não deveria ser assim. Cada um deveria zelar pelo seu imóvel, mas, infelizmente, estamos longe desse grau de conscientização.

A Prefeitura, a propósito, poderia tornar a realização desses serviços mais ágeis, cobrando mais de uma vez essas pessoas se for necessário. É preciso tomar providências para resolver esse verdadeiro desrespeito a céu aberto na cidade.