OPINIÃO

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A história que você deve contar

Abraham Shapiro

| Edição de 07 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Eu estou treinando executivos e outros profissionais na arte de contar histórias. Eles descobriram que este é o item principal para que sejam excelentes na liderança de suas equipes, em vendas ou na simples comunicação com seus funcionários, colegas e familiares.
Além disso, os recursos online facilitam muito o treinamento à distância hoje em dia.
Uma das etapas deste curso que eu criei incumbe meus alunos a contarem um episódio de sua carreira ou de sua vida – como as últimas férias, por exemplo.
Após toda a narrativa, eu lhes mostro um fato que você mesmo poderá observar e aplicar a si, caso deseje submeter-se ao mesmo exercício.
Aqui vai a narrativa de uma aluna: - “Então eu quebrei meu tornozelo naquele verão e fiquei noventa dias trancada em casa. Aí eu aproveitei e li as obras completas de Monteiro Lobato”.
Eu adorei ter ouvido isso. Mostrei-lhe que existem dois fatos verdadeiros nesta fala.
O primeiro é que a fratura no tornozelo a obrigou a ficar “de molho” em casa. 
O segundo é que ela deu utilidade ao tempo que tinha disponível – algo que adicionou um imenso valor a sua vida e até para sua carreira: ler a maravilhosa obra de Monteiro Lobato.
Agora me responda: qual destes é o fato mais inspirador? Qual dos dois colocaria a minha aluna numa condição de admiração perante seus funcionários na eventual circunstância em que narrasse o episódio a eles?
Tente imaginar este efeito.
Agora pratique consigo essa técnica simples e perceba como este detalhe faz toda a diferença. 
A lição é nítida. Apegue-se somente à verdade. Mas preocupe-se em escolher sempre o ponto que lhe permita tornar a sua narrativa inspiradora e valorosa aos seus ouvintes.