Criada para aumentar a segurança no trânsito, a chamada Lei do Farol, que entrou em vigor no último dia 8, entra na lista das iniciativas implantadas na tentativa de reduzir um número sempre assustador de mortes no trânsito no Brasil, um país que parece reagir à questão da segurança apenas por força da legislação.
E as multas, como se sabe, já começaram. Balanço divulgado ontem pelas polícias rodoviárias estadual e federal, apontam que 9 mil paranaenses já foram autuados em apenas dez dias de vigor da nova legislação em rodovias federais e estaduais do Estado. A região de Londrina foi responsável por cerca de 17% desse índice, com quase 1,5 mil notificações, o que equivale a uma média de uma multa a cada 10 minutos exclusivamente por este motivo.
A nova exigência - e também as multas - como de praxe, alimenta polêmicas e questionamentos nas redes sociais, além de reivindicações por melhorias efetivas na malha viária nacional. Pedido mais que justo, frise-se.
Contudo, a má vontade dos motoristas em relação à segurança é algo que tem que mudar, assim como a forma com que os motoristas se comportam no trânsito.
Informações do Ministério da Saúde apontam que mais de 42 mil pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito todos os anos no Brasil - os dados mais recentes são de 2013. E ainda que esteja ocorrendo uma queda gradual de casos - estimada em 5,7% de um ano para o outro - o Brasil ainda fica oscila entre o 4º e 5º país em maior número absoluto de vidas perdidas no trânsito. A queda, inclusive, afirma o Ministério da Saúde está intimamente relacionada ao endurecimento da legislação de trânsito.
Regular o trânsito não é tarefa fácil. Temos uma frota que mais que dobrou na última década e uma fiscalização que jamais vai conseguir cobrir todos os pontos. Em relação à questão do farol ligado, ou mesmo do excesso de velocidade, tema também de reportagem recente na Tribuna, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) admite que o número de multas só não é maior porque as ações de fiscalização não conseguem abarcar toda a malha.
Infelizmente, no Brasil, é preciso vir com lei e, principalmente, com multa para forçar o motorista a adotar a segurança e civilidade ao conduzir. Foi assim com o uso do capacete - quando a exigência foi adotada também não faltou reclamação -, do cinto de segurança e da Lei Seca. Hoje, mesmo com uma multa de mais de R$ 1,9 mil e prisão, estamos longe de erradicar esse comportamento bárbaro no trânsito.
O caminho é árduo, mas sem endurecer a legislação de trânsito e intensificar a fiscalização é pouco provável ver uma redução das tragédias cotidianas de trânsito.
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